Mostrando postagens com marcador ELEIÇÕES 2010. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ELEIÇÕES 2010. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de janeiro de 2011

Festa da posse reúne moradores de Brasília, turistas e artistas populares.

O consultor técnico Bruce Ribeiro Costa foi uma das pessoas que esperaram cerca de uma hora e meia em frente ao Congresso Nacional, para assistir à saída da presidenta Dilma Rousseff, recém empossada na Presidência da República. Ainda molhado pela chuva que caiu durante quase toda a manhã na área central de Brasília, ele estava satisfeito com a melhora no tempo. Queria ver Dilma Rousseff sair no Rolls Royce presidencial com a capota abaixada. O vice-presidente, Michel Temer, seguiu atrás, no Cadilac da Presidência da República.

Bruce Ribeiro só estranhou o tamanho do público. Segundo ele, nas cerimônias de posse de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003 e 2007, "tinha aqui no gramado [em frente ao Congresso Nacional] três vezes mais gente que hoje".

Os irmãos Márcio e Wesley, de 14 e 12 anos de idade, cantavam modas caipiras no meio da multidão, em plena Esplanada dos Ministérios, "para ganhar uns trocados e comemorar a posse" da presidenta Dilma Rousseff. As pessoas jogavam moedas em uma caixinha, onde uma inscrição pedia ajuda para os aspirantes ao estrelato da música sertaneja.

O eletricitário Jonas Braz, de Maringá, no Paraná, veio para a posse ontem (31) e disse que "é uma alegria muito grande para o brasileiro ver a primeira mulher empossada no comando do país".

Segundo Braz, Dilma "deverá dar continuidade ao que o governo Lula fez. A população entendeu o recado de Lula e agora fez a mudança para Dilma Roussef, na esperança de que ela também faça um bom governo”.

O servente de pedreiro Genival Gonçalves, natural do Ceará, disse que mora em Brasília há muito tempo e que veio à Esplanada dos Ministérios para comemorar a posse da presidenta da República. Ele disse que sua vida "não mudou nada" no governo Lula, mas que não tem do que reclamar, pois nunca lhe faltou emprego.


Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 2 de novembro de 2010

PT e PMDB iniciam disputa por espaço no governo Dilma.

A primeira reunião da presidente eleita Dilma Rousseff (PT) com auxiliares diretos para montar a equipe de transição, realizada ontem, em Brasília, teve presença apenas de petistas, sem nenhum convidado do PMDB, seu principal aliado na campanha. Ficou definido, no encontro, que o presidente do PT, José Eduardo Dutra, e o ex-ministro Antonio Palocci comandarão o grupo que fará a passagem do governo Lula para o de Dilma.

Insatisfeitos com a iniciativa, alguns peemedebistas não esperaram para dar o troco. “Eles não vão governar sozinhos”, avisou o deputado Eduardo Cunha (PMDB-SP). Pouco preocupado, o governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, fez em entrevista ao Estado uma cobrança: o PT quer negociar com um PMDB unido. A legenda “terá mais importância quanto mais se unificar como partido de centro”, avisou.

Os dois episódios mostram que, nem bem terminou a apuração dos votos, já corre solta a disputa por espaço entre os dois partidos. Setores petistas já deixaram vazar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva gostaria que Guido Mantega fosse mantido na Fazenda. Admite-se que Henrique Meirelles pode ter um “lugar importante” no novo time, mas não se sabe onde. Luciano Coutinho, do BNDES, pode tanto ficar no banco como ir para a Fazenda, se Mantega sair, ou para o Banco Central. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Fonte: Agência Estado

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dilma é a primeira mulher eleita presidente do Brasil.

A candidata Dilma Rousseff (PT), 62 anos, é a primeira mulher eleita presidente do Brasil. Com 92,53% dos votos apurados, a petista recebeu 55,43% dos votos, enquanto o seu adversário José Serra (PSDB) garantiu 44,57% dos votos.
Dilma venceu em dezesseis estados. No Nordeste, como esperado, a candidata de Lula foi hegemônica.
Segundo o presidente do TSE, Ricardo Lewandowiski, 92,23% das seções eleitorais foram totalizadas. Lewandowiski enfatizou a velocidade da apuração, cuja tecnologia é "genuinamente brasileira". "Nas eleições de 2002, o TSE divulgou o resultado às 23h, no ano de 2006, às 21h30 e nesta, o resultado saiu às 20h04", comemorou.
Em rápida entrevista em Brasília, Dilma disse estar muito feliz e agradeceu aos brasileiros pela confiança depositada nela. Ainda na noite deste domingo, a nova presidente deverá fazer o primeiro discurso como nova mandatária do País.


Fonte: JC Online.

sábado, 30 de outubro de 2010

Quem não votou no primeiro turno pode ir às urnas neste domingo.

O eleitor que não compareceu às urnas no primeiro turno poderá votar normalmente no segundo. Aqueles que viajarem e não tiverem se inscrito para votar em trânsito deverão justificar a ausência de voto. A justificativa pode ser apresentada em qualquer cartório eleitoral no dia da eleição ou até 60 dias depois do pleito.
O eleitor que não votar nem justificar a ausência será multado pela Justiça Eleitoral. Caso não vote e nem pague a multa, não poderá se inscrever em concurso público, tirar passaporte ou carteira de identidade, renovar matrícula em estabelecimentos de ensino oficial, obter empréstimos em estabelecimentos de crédito mantidos pelo governo ou participar de concorrência. Caso não vote em três eleições consecutivas, terá o título cancelado.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registra que, no primeiro turno, o índice de abstenção foi de 18,12%, o que representa 24,6 milhões de pessoas.
Este ano, o TSE permitiu que eleitores previamente cadastrados pudessem votar em trânsito. Ao todo, foram mais de 66 mil pessoas que votaram fora de seu domicílio eleitoral. São Paulo, Brasília e Belo Horizonte são as capitais que vão receber mais votos de eleitores em trânsito. Para o segundo turno, o eleitor habilitado a votar fora de sua cidade poderá consultar no site do TSE onde estará instalada a sua seção de voto em trânsito.



Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Ibope: Dilma tem 57% dos votos válidos e Serra, 43%.

A candidata do PT à sucessão presidencial, Dilma Rousseff, aumentou a vantagem sobre seu adversário na corrida eleitoral, José Serra (PSDB), para 14 pontos porcentuais se considerados apenas os votos válidos (sem indecisos e votos brancos e nulos). Pesquisa Ibope de intenções de voto divulgada nesta quinta-feira (28) e encomendada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela Rede Globo mostra Dilma com 57% e Serra com 43%, enquanto na mostra anterior ela tinha 56% e ele apresentava 44% - uma diferença de 12 pontos.

Se considerados também votos brancos ou nulos, a diferença subiu de 11 para 13 pontos porcentuais - a petista aparece com 52%, enquanto o tucano figura com 39%. Na última mostra, divulgada no dia 20, a Dilma tinha 51% e Serra, 40% das intenções de voto. Na comparação com a última sondagem, o total de eleitores que dizem votar em branco ou nulo se manteve em 5%, assim como aqueles que se dizem indecisos seguiu em 4%.

A pesquisa Ibope foi realizada entre os dias 26 a 28 de outubro e ouviu 3.010 eleitores. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o protocolo número 37.596/2010.


Fonte: Agência Estado

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Mesários que trabalharam no primeiro turno devem comparecer no segundo.

Os mesários que trabalharam no primeiro turno das eleições também terão que atuar no segundo turno, que acontecerá no próximo dia 31. Eles devem comparecer nos mesmos horário e local que trabalharam no último dia 3.
Não haverá uma nova convocação oficial através de carta, já que as cartas convocatórias enviadas em julho passado já mencionavam a convocação dos mesários também em caso de segundo turno.
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) lembra que, apesar do horário de verão no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a votação ocorrerá em cada estado de acordo com o seu próprio fuso horário. Assim, os mesários de Pernambuco deverão comparecer aos locais de votação no horário local do primeiro turno.


Fonte: JC Online.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Dilma afirma que campanha se tornou 'assertiva' e não 'agressiva'.

A candidata Dilma Rousseff (PT) afirmou nesta terça-feira (12) que não considerou agressivo o tom que sua campanha assumiu após o debate na TV Bandeirantes no último domingo (10), quando ela lembrou uma fala em que a mulher de José Serra (PSDB) teria dito que a petista é a favor de "matar criancinhas". Na manhã desta terça (12), Dilma participou de um evento promovido pelo PT em Brasília para a comemoração do Dia das Crianças.
"Eu não usaria a palavra 'agressivo', eu acho que mais 'assertivo'. Porque não houve nenhum ataque pessoal, houve afirmação de propostas. Agressiva ela [a campanha] esteve no primeiro turno, quando houve a campanha de boatos, ou quando as pessoas que acusavam não apareciam", declarou a candidata.
Dilma afirmou que apenas constatou o que foi registrado pela imprensa. "Eu fui atacada de forma clara. Quem deixou claro que eu estava sendo atacada foram até vocês [jornalistas], que registraram em todos os jornais há um mês atrás a fala da senhora Mônica Serra contra mim. E não era uma fala suave, era que a Dilma é a favor de matar criancinhas. De fato, um absurdo notório. Então, eu não acusei ninguém de nada. Eu constatei o que vocês noticiaram e está gravado", disse.
José Eduardo Dutra, presidente do PT e um dos coordenadores da campanha da presidenciável, também esteve no evento e atacou a campanha adversária.
"Não há mudança na tática. O que nós decidimos é que não vamos aceitar calados os ataques de uma campanha que tem se utilizado de argumentos medievais para atacar. Eles têm uma campanha na televisão, onde fazem o debate político, e ao mesmo tempo, no submundo, no subterrâneo, têm uma campanha com argumentos absolutamente medievais", afirmou.
O presidente do PT também falou sobre o tom assumido por Dilma no debate de domingo. "Cada debate é um debate. Nós avaliamos que naquele momento era importante colocar de forma muito assertiva essa questão, e vamos combinar a reação a calúnias e ataques com propostas, porque afinal de contas é isso que o povo brasileiro espera", afirmou.
Dutra confirmou a presença da candidata em outros dois debates televisivos, o da Rede TV no próximo domingo (17) e da Rede Globo no dia 28 de outubro.
Dilma afirmou que o tom morno que os debates podem assumir no primeiro turno por conta do número de candidatos apresentando propostas não existe mais no segundo turno. "Muda porque aí são dois candidatos, um na frente do outro, tem olho no olho, em que as propostas têm que ser claras e as diferenças também", disse.
O candidato do PT ao governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, que também está no segundo turno, não compareceu ao evento. "Estou sabendo disso agora, e se ele de fato não vem é porque teve um motivo muito importante", declarou o presidente do partido.


Fonte: G1.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Debate presidencial é marcado por acusações.

Um encontro tenso, recheado de ataques pessoais e de comparações entre os governos Lula e FHC. E com poucas propostas. Essas foram as marcas do primeiro debate entre os presidenciáveis no segundo turno, realizado neste domingo à noite, pela TV Bandeirantes, o mais duro realizado até agora. Nem de longe lembrou os do primeiro turno, engessados e pasteurizados. Desde o início, Dilma Rousseff (PT) deixou claro que partiria para o confronto. Acusou a campanha de José Serra (PSDB) de difamá-la e procurou colar nele a pecha de privatista. Citou o tema do aborto e se disse vítima de uma campanha “odiosa”.
Serra, por sua vez, se defendeu acusando o governo do PT de ineficiência e de aparelhar o serviço público. Levantou o debate sobre segurança pública, saúde e infraestrutura, mas se viu acuado pela petista, que por diversas vezes jogou as privatizações contra ele, inclusive cobrando uma posição sobre uma eventual venda da Petrobras e a cessão da exploração do pré-sal. O tucano se disse contrário.
Com estilo incisivo, bem diferente do adotado no primeiro turno, Dilma usou o vice de Serra, Indio da Costa (DEM-RJ), e a esposa do candidato, Mônica Serra, para justificar a “campanha difamatória” contra ela. Disse que Indio organizava um blog para atacá-la e que a esposa de Serra a acusava de “matar crianças”, por conta da polêmica do aborto, tema que Dilma tentou se desvencilhar e jogar no colo do adversário. Ela cobrou de Serra que ele assumisse que foi o tucano, quando era ministro da Saúde, quem regulamentou o atendimento do aborto no serviço público em casos previstos em lei: estupro e quando a gravidez põe em risco a vida da mãe.
Serra afirmou que, no caso do aborto, seguia a lei. Devolveu as acusações com outros ataques. Ironizou ao afirmar que “se solidarizava” com a petista pelos ataques pessoas, porque ele e sua família “também foram vítimas deles”. Citou a ligação de Dilma com a ex-ministra Erenice Guerra (Casa Civil), que caiu abatida por denúncias de corrupção. E defendeu privatizações. “Se não fosse assim, o Brasil estaria falando por orelhões”, declarou, se referindo ao setor de telefonia.
Durante todo o programa, Serra acusou Dilma de ter “duas caras”, em referência velada à eventual mudança de opinião dela sobre a liberação do aborto. E Dilma afirmou que seu adversário teria “mil caras, uma para cada conveniência”.
Ao final, Dilma centrou seu discurso nas diferenças entre os projetos petistas e tucanos simbolizados pelos governos FHC e Lula, e basicamente colocou-se como a que continuará o projeto do atual governo. Já Serra, em tom mais ameno que a oponente, chegou a expor propostas: criação de um ministério da segurança pública, de apoio às Santas Casas de Saúde e investimentos em portos e aeroportos.
 
 
 
Fonte: JC Online.

domingo, 10 de outubro de 2010

Datafolha aponta Dilma 7 pontos acima de Serra.

A primeira pesquisa de intenções de voto realizada durante o segundo turno da campanha presidencial mostra a candidata do PT, Dilma Rousseff, com vantagem de sete pontos porcentuais sobre o seu adversário na disputa, José Serra (PSDB). O mais recente levantamento realizado pelo Datafolha, a ser divulgado amanhã pelo jornal "Folha de S. Paulo", mostra a petista com 48% das intenções de voto, enquanto o tucano figura com 41%. A última mostra do instituto, divulgada no dia 2, apontava Dilma com 52% e Serra com 40% em um cenário de segundo turno. A pesquisa foi encomendada pela Rede Globo e pela Folha de S. Paulo.
O porcentual de votos brancos e nulos somou 4% e o dos eleitores que não sabem ou não responderam em quem vão votar ficou em 7%. A pesquisa Datafolha foi realizada no dia 8 de outubro e ouviu 3.265 eleitores em 201 cidades. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o protocolo número 35.114/2010.


Fonte: Agência Estado

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

TSE: propaganda do 2º turno deverá começar na sexta.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, proclamou na noite desta terça-feira (5) o resultado provisório do primeiro turno da eleição presidencial e determinou que, com base nesse resultado, sejam iniciadas as providências para a realização do segundo turno. Ele anunciou que a candidata do PT, Dilma Rousseff, teve 46,91% dos votos válidos e o tucano José Serra, 32,61%. Como nenhum dos dois teve a maioria dos votos, o segundo turno tem de ser realizado.

Com a proclamação do resultado, as emissoras de rádio e TV deverão reservar, no prazo de 48 horas, espaço para veiculação do horário eleitoral. Com isso, a propaganda presidencial do segundo turno deverá ter início na próxima sexta-feira.

Lewandowski observou que não foram protocolados recursos e impugnações questionando o resultado do primeiro turno do pleito presidencial e, por isso, estava fazendo a proclamação provisória do resultado. Para fazer a proclamação definitiva do resultado, os ministros do TSE devem concluir uma análise detalhada do processo em cada Estado.



Fonte: Agência Estado

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Jarbas credita derrota à oposição que fez a Lula.

O candidato ao Governo de Pernambuco Jarbas Vasconcelos (PMDB), durante coletiva de imprensa na noite deste domingo (3), reconheceu sua esmagadora derrota para o governador Eduardo Campos (PSB), eleito com 82% dos votos. "Reconheço a derrota. Não transfiro a culpa para ninguém. Sempre soube que a luta era desigual. Quando entro numa coisa, analiso todas as perspectivas. Eu sabia que ia enfrentar uma dificuldade muito grande", afirmou.

Entre os motivos citados para o insucesso, ele ressaltou sua forte oposição ao presidente Lula (PT), que é bastante apoiado em Pernambuco. "Talvez eu esteja pagando o preço por ser oposicionista. Um presidente que tem popularidade acima de 80% pode amedrontar outros, mas a Jarbas Vasconcelos ele não amedontra. O meu Estado, que sempre me admirou, que sempre votou comigo, que sempre me deu vitórias, neste momento não entendeu assim e achava que eu não deveria fazer oposição, talvez devesse ficar calado, omisso e silencioso em relação à conduta do Governo Federal. Não é por isso que vou deixar de falar, de criticá-lo".
Jarbas Vasconcelos lamentou profundamente a não reeleição de Marco Maciel ao Senado. "É com tristeza, como cidadão e como político, que vejo Maciel excluído do Senado". Quanto a Raul Jungmann, Jarbas disse ter um sentimento de culpa. "Ele foi candidato ao Senado porque eu pedi e vai ficar sem mandato também. São perdas que considero lamentáveis".

Após todas as lamentações, o peemedebista se mostrou empenhado na candidatura de Serra à presidência. Segundo ele, ajudar Serra foi um dos motivos que o fez se candidatar. "É o mais qualificado dos políticos brasileiros para ocupar a Presidência da República nessa fase pós Lula. Ele tem qualidade pra isso. A campanha pode não ter sido as mil maravilhas, mas ele vai pro segundo turno e eu vou me empenhar como se fosse uma eleição minha", defendeu Jarbas, que viaja para Brasília nesta segunda-feira (4), quando volta ao Senado e continua sua firme oposição.
COOPTAÇÃO - Mais uma vez Jarbas voltou a acusar o governador Eduardo Campos de cooptação de membros da oposição. "O governador fez a cooptação total e completa. É uma política que eu considerava já totalmente superada, que é a do toma lá e dá cá, você me dá os votos e eu lhe faço isso", declarou.

NÚMEROS - Jarbas teve menos votos que seus aliados e candidatos ao Senado. Enquanto o peemedebista recebeu 585.719 votos, Maciel teve 934.708, ficando em terceiro lugar na disputa pelo Senado. Até Raul Jungmann, 4° colocado na corrida pelo Senado, superou o candidato a governador, com 599.933.



Fonte: JC Online.

Dilma e Serra disputarão 2º turno.

As eleições para Presidência da República só serão decididas no segundo turno, entre a candidata petista, Dilma Rousseff, que está com 46,21% dos votos e o candidato tucano José Serra, que tem 32,92% dos votos válidos, com 94,27% das urnas apuradas. Para que a corrida presidencial fosse decidida no primeiro turno, o candidato mais votado teria que obter 50% dos votos mais um. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não há mais chances matemáticas de Dilma se eleger no primeiro turno.
O fator surpresa desta eleição foi o crescimento da candidata verde, Marina Silva, na reta final do primeiro turno. Esse crescimento chegou a ser indicado pelas pesquisas nas últimas semanas e pode ter sido o principal fator da disputa presidencial ter ido para o segundo turno. Marina tem 19,69% dos votos válidos. Após as suspeitas de tráfico de influência na Casa Civil, envolvendo a ex-ministra Erenice Guerra e seus parentes, as pesquisas indicaram uma migração de votos de Dilma para Marina.
As pesquisas de intenção de votos, no entanto, não apontaram um percentual tão representativo para o candidato Serra. Seu desempenho nas urnas foi muito melhor do que o apontado pelas pesquisas.
A candidata petista nasceu em Minas Gerais e atuou na política gaúcha, tendo Porto Alegre como seu domicílio eleitoral. Ela é economista, nascida em 14 de dezembro de 1947 em Belo Horizonte, filha de mãe brasileira, a professora Dilma Jane Rousseff, e pai búlgaro naturalizado brasileiro, o advogado Pedro Rousseff.
A militância política de Dilma Rousseff começou na universidade, em Belo Horizonte, onde cursava economia. Foi presa em 1970, ficando dois anos e meio na cadeia. Ao sair, foi viver no Rio Grande do Sul, onde se casou com Carlos Araújo, um dos fundadores do Partido Democrático Trabalhista (PDT).
Em Porto Alegre, Dilma participou de diversas campanhas eleitorais, e quando Alceu Collares assumiu a administração da capital gaúcha, ele foi sua secretária municipal da Fazenda. No governo de Alceu Collares no Rio Grande do Sul (1991 a 1995), Dilma chefiou a Secretaria de Estado de Minas e Energia, cargo que voltou a ocupar no governo petista de Olívio Dutra (1999 – 2003). Em 2001, Dilma deixou o PDT e se filiou ao PT.
A participação de Dilma Rousseff na política nacional começou a se desenhar em 2001, durante a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela participou da equipe que elaborou o plano de governo na área energética e depois, com a vitória de Lula, integrou a equipe de transição. Nas suas falas, durante a campanha, o próprio presidente Lula lembrou quando esteve com Dilma na elaboração do plano energético. “Quando vi aquela mulher entrar na sala, abrir o laptop e explicar tudo pensei: já tenho minha ministra de Minas e energia”, disse Lula.
A administração Dilma no Ministério de Minas e Energia foi marcada pela defesa de uma nova política industrial para o Brasil. Um exemplo disso foi a decisão de estipular um conteúdo nacional mínimo para as compras realizadas pelas plataformas da Petrobras. Outro ponto defendido por Dilma foi a aceleração das metas de universalização do acesso à energia elétrica. A meta tinha como prazo final 2015 e Dilma propôs que 1,4 milhões de domicílios rurais fossem iluminados até 2006. O programa Luz Para Todos foi lançado em novembro de 2003, com a meta de atender, até 2008, 2 milhões de famílias.
Em 2005, Dilma Rousseff deixa o Ministério de Minas e Energia para assumir a Casa Civil da Presidência da República, com a saída José Dirceu. A grande tarefa de Dilma na Casa Civil é a de gerenciar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O trabalho incessante da ministra na cobrança das obras do programa a torna conhecida como a “Mãe do PAC”.
Em abril de 2009, Dilma Rousseff torna público o seu tratamento contra um câncer no sistema linfático, que incluía sessões de quimioterapia. No início de setembro do mesmo ano, a equipe médica que tratou a ministra informou sobre o fim do tratamento de radioterapia e a cura da doença.
Aos 68 anos, o ex-ministro, ex-governador e ex-prefeito de São Paulo José Serra, da coligação O Brasil Pode Mais (PSDB, DEM, PPS, PTB e PT do B), tenta pela segunda vez a Presidência da República.
De família de pequenos comerciantes de São Paulo, Serra estudou em escolas públicas e construiu uma história que inclui passagens pelo governo de São Paulo, pela capital paulista, os ministérios da Saúde e da Fazenda no governo Fernando Henrique Cardoso, além do Senado Federal. Na oposição, o candidato alternou momentos de críticas e elogios ao governo Lula. “Não fico jogando no 'quanto pior melhor”, disse Serra, em uma entrevista concedida à EBC, em julho.
“O governo Lula é forte pelo prestígio do presidente, mas no Congresso é fraco. O governo é popular por causa do presidente, não é porque tem uma base no Congresso”, disse o candidato. “Em geral a projeção do Brasil [no exterior] foi positiva por causa dos 'bolsas' [alguns programas sociais cujos nomes nomes começam com a palavra 'bolsa']. [Se eleito] eu fortalecerei o Bolsa Família e o Saúde da Família, que eu implantei, não estão coordenados [a ideia é coordenar].”
Com fama de mal-humorado, Serra tentou mudar essa impressão sobre ele. Passou a sorrir mais, usar camisas de cor clara, preferencialmente azul, e aproveitava a cada oportunidade para brincar com sua falta de humor. “Dizem que sou mal humorado. Mas isso não é verdade”, disse ele, em um dos comícios, que fez no Nordeste, arrancando risos dos presentes.
Em um eventual governo, o candidato disse que não vai permitir a “gula” de partidos aliados que levam ao loteamento de cargos e da máquina pública. Segundo ele, o pior erro de seus antecedentes foi subestimar a força e o poder do Congresso Nacional. Serra prometeu que com ele, na Presidência, o tratamento será diferente.
“Eu acho que todos os presidentes, sem exceção, subestimaram sua força junto ao Congresso. Quando tive no Executivo, eu não fiz isso [e lembrou que Executivo e Legislativo devem manter uma relação saudável e equilibrada]”, disse Serra.
Nos comícios que fez, em geral priorizando os estados do Nordeste e Sudeste, Serra optou por temas diretamente ligados com cada região. No Nordeste, o candidato disse que sua prioridade é o desenvolvimento equânime do Brasil, eliminando diferenças e dificuldades que hoje faz a distinção entre os estados. No Rio de Janeiro, defendeu a melhoria do sistema de segurança pública e a geração de empregos.
“A questão da droga é gravíssima”, disse ele, prometendo buscar parcerias com a iniciativa privada, os grupos religiosos e as organizações não governamentais para o tratamento de dependentes químicos. “A base do crime organizado é o contrabando de armas e drogas. Por isso quero criar o Ministério da Segurança. Se a segurança vai mal, o governo se desgasta com os governadores. O crime organizado é um crime nacional.”
Em todos os locais por onde passou durante a campanha eleitoral, Serra reiterou que a educação será sua prioridade. Segundo ele, o Programa Bolsa Família vai ser ampliado e aperfeiçoado. A ideia é incluir no programa um projeto de profissionalização para os jovens que acabarem o ensino médio. Pensando nos jovens, que demonstraram baixo interesse nestas eleições, o candidato tentou chamar a atenção deles, advertindo que é a juventude o futuro do Brasil.



Fonte: Agência Brasil

sábado, 2 de outubro de 2010

Na véspera das eleições, Dilma evita falar em 2º turno.

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou hoje que a pior parte desta campanha foram "as mentiras sorrateiras que saíram do baixo mundo da política, de quem não tem coragem de sair a público". Ela concedeu uma breve entrevista na manhã deste sábado, véspera das eleições, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, de onde sairá com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma carreata pelas ruas centrais da cidade.
Dilma evitou falar em um eventual segundo turno com o candidato tucano José Serra e não cedeu nem mesmo ao ser indagada qual seria a sua estratégia caso as eleições não sejam decididas amanhã. "Não vou decidir segundo turno e nem o primeiro. É prudente aguardar", afirmou.
A candidata pregou durante toda a entrevista a continuidade do governo Lula. Citou várias realizações do presidente, como o Bolsa-Família, o programa Luz para Todos, o aumento no número de empregos, relacionando-as com as viagens que fez durante sua campanha.
Dilma pediu que o eleitor, ao votar amanhã, decida-se por "continuar a trajetória de mudança" ou pelo retorno "do período de estagnação, desemprego e paralisia", numa referência ao governo anterior de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), do partido do seu adversário José Serra.
A candidata do PT afirmou ainda que o Brasil tem chances de ser uma das maiores economias do planeta e que este objetivo só será atingido se o trabalho do presidente Lula continuar. Ela voltou a prometer que irá erradicar a miséria no País e dar uma renda de classe média para todos os brasileiros.
Por fim, Dilma agradeceu a imprensa, disse que prefere "mil vezes as vozes críticas ao silêncio da ditadura". Ela considerou o encerramento da campanha em São Bernardo do Campo como simbólico.
No ABC paulista, o presidente Lula tornou-se conhecido nacionalmente ao liderar greves quando era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, nas décadas de 70 e 80.
A carreata prevista para esta manhã sairá do sindicato, seguindo até a igreja matriz do município. O local, durante a greve dos 41 dias em 1980, serviu como sede do sindicato à intervenção do governo federal que considerou o movimento ilegal.
O presidente Lula não quis falar com a imprensa.


Fonte: Agência Estado

Bares e restaurantes do Recife poderão vender bebida no dia da eleição, decide Justiça.

A lei seca está suspensa para todos os bares e restaurantes associados da Abrasel em Pernambuco neste domingo, 03, dia das eleições.
O desembargador do TJPE Francisco Bandeira de Melo concedeu, no início da noite desta sexta, dia 1º, liminar em mandado de segurança impetrado pela Abrasel-PE pedindo a suspensão da proibição da venda de bebida alcoólica nos estabelecimentos associados à entidade no dia das eleições.
A decisão suspende a aplicabilidade da portaria 1963 expedida pela Secretaria de Defesa Social de Pernambuco que proíbe a venda de bebidas alcoólicas no dia das eleições.
O presidente da Abrasel-PE, Núncio Natrielli, disse que proibição de venda de bebidas alcoólicas no dia das eleições é uma recomendação da época do regime militar e que a vitória fortalece o associativismo e a liberdade do cidadão.
"Essa vitória é importante para garantir o direito de cada um. Isso representa credebilidade da Abrasel e a importancia do nosso trabalho junto ao associado", comemora o presidente. A Associaçao Brasileira de Bares e Restaurantes seccional Pernambuco tem 300 associados.
A Lei Seca no dia 03 também está suspensa em São Paulo, Paraná e Santa Catarina.


Fonte: Blog do Jamildo.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

ELEIÇÕES 2010.

Neste domingo estaremos fazendo a cobertura completa das Eleições 2010, durante todo o dia estaremos trazendo notícias sobre os locais de votação, tudo o que acontece nas ruas de Vitória de Santo Antão.
Fiquem ligados neste domingo, dia 3 de outubro, cobertura completa das Eleições 2010.


Da Direção.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Mais do mesmo, também no debate da TV Globo.

Apesar da tentativa da TV Globo local buscar imprimir dinâmica ao debate com os pretendentes estaduais ao governo do Estado, a iniciativa resultou infrutífera. O que se viu foi mais do mesmo. Poucas propostas, muito blá-blá-blá político e a repetição, em menor escala, dos cansativos guias eleitorais. Se depender da TV, os eleitores vão às urnas às cegas. A crítica pode ser estendida aos jornais, que passam pouco mais de um mês apenas subindo e descendo ladeira atrás de discursos amarrados por marqueteiros e pelas conveniências políticas ditadas pelos palanques nacionais.
Acredito que a Globo perdeu muita audiência nesta noite. Se tivesse passado o jogo do Sport teria lucrado mais comercialmente falando, mas a chamada festa da democracia impõe custos tangíveis e intangíveis.
Na tela, o que se viu esta noite foi um candidato à reeleição tendo apenas o trabalho de esquivar-se dos rivais. Não houve um mísero momento em que tenha sido colocado no corner do ringue. Sem demérito para os avanços que obteve nas área de segurança e saúde, Eduardo surfa na onda das obras federais com tranquilidade e aproveita até para pedir votos para Dilma, ao dizer que o momento bom só está começando. Seria pedir demais que fizesse alguma condenação da corrupção no governo que lhe dá apoio. Também seria pedir demais que reconhecesse a herança bendita que recebeu de Jarbas, com as contas equilibradas. Político algum faz isto. Lula vai morrer falando mal de FHC, sem o qual a ampliação do programas sociais e crescimento econômicos seriam desafios maiores.
Neste debate, Eduardo conseguiu até arrancar elogios do candidato do PSOL, Edilson Silva, depois de, suprema malvadeza, questionar qual a proposta do partido para a reforma tributária. O PSOL é o PT na adolescência, quando usava a ética como bandeira política. Aliás, Eduardo abusou do recurso, sempre cobrando sugestões dos adversários, possivelmente com o objetivo de expor para o grande público que eles estavam ali apenas para desconstruí-lo, com críticas. Fosse Silva um Plínio, diria que reforma tributária é pauta dos ricos contra os pobres e estaria tudo resolvido.
O principal contendor, Jarbas Vasconcelos, passou a impressão de estar sentindo o peso das intenções de voto para o adversário. Não se percebe nele o mesmo tom aguerrido de antes, como se cumprisse tabela apenas, repetindo vários pontos do discurso do guia da TV, caso da secretaria para o semi-árido e mais escolas integrais. Vem cá: o BNB foi criado com recursos constitucionais exatamente para isto? Porque não faz nada nem é cobrado? E o DNOCS e a Codevasf, idem?
No embate mais quente, Jarbas disse que Eduardo elegeu-se mentindo que ele tinha privatizado a Celpe, quando na verdade fez o leilão, pois a autorização para a venda já tinha sido obtida pelo governo anterior, de Arraes, quando Eduardo era secretário de Fazenda.
No final, Jarbas chegou a apelar para um tom mais sentimental, ao declarar-se lutando contra opositores que não contam com largueza e querem o esmagamento dos adversários. Não se sabe se com receio de ampliar a já elevada rejeição nas pesquisas, Jarbas preferiu bater de leve em Eduardo Campos, com farpas que só os bons entendedores acompanham. “Na área de turismo, os shows que fiz foram de verdade”, pontuou. Neste debate, diferente do da TV Jornal, Eduardo não esquivou-se do confronto direto com Jarbas, usando a prerogativa de perguntar-lhe preferencialmente quando teve oportunidade.
Já Edilson Silva, do PSOL, não repetiu a boa atuação que teve no debate da TV Jornal, quando cobrou falta de coerência de Eduardo ao ter um aliado que defende a pena de morte e as mortes no Hospital da Restauração. Até voltou ao tema do HR, mas sem a mesma veemência. Neste ponto, Eduardo foi sábio ao reconhecer que há muito por fazer na área. Edilson Silva também foi incisivo ao lembrar as mais de 4 mil mortes no governo socialista, em comparação com igual número na gestão Jarbas. O problema é que o discurso de ataque não cola porque a sensação de segurança é maior hoje. As pesquisas mostram isto. É possivelmente o mesmo que ocorre com Jarbas ao cobrar a promessa não realizada de descentralização na saúde. A criação das UPAs, um avanço inegável no atendimento, ajudou Eduardo a ter uma aceitação que nunca teve na Região Metropolitana do Recife. Ironia que tenha sido obtido com um modelo de expansão que é baseado no emprego de empresas privadas!
Edilson Silva, neste debate, possivelmente chateado com as acusações de que seria laranja de Jarbas, depois do último debate, na TV Jornal, em que se insinuou pela internet uma dobradinha entre os dois, optou por ser mais duro com o senador do PMDB, quando acusou-o de usar a polícia para ajudar a Celpe a cobrar contas atrasadas em comunidades mais carentes. Jarbas disse que foi invenção de Eduardo e ficou por isto mesmo. Nem Eduardo retrucou.
O candidato do PV, Sérgio Xavier, aproveitou boa parte do tempo para louvar Marina e fazer propaganda da onda verde. Fiel ao propósito de dar palanque à candidata verde. No seu melhor momento, cobrou de Edilson Silva uma definição do tipo de socialismo que defende, se parecido ou igual ao de Hugo Chávez ou Fidel Castro. Ficou sem resposta. Silva havia dito, anteriormente, que Marina havia feito acordo com os banqueiros internacionais, o que parece ter irritado o sempre calmo Sérgio Xavier. Aliás, os nanicos brilharam mais ao se engalfinhar do que os dois representantes dos partidos com maior representação parlamentar.
Sem ser acusado pelos adversários, até o socialista, alvo preferencial de todos, deu um cascudo no verde. “O PV também tem contradições, com gente que representa as oligarquias do Nordeste”, respondeu Eduardo, quando Xavier tentou dizer que as mesmas pessoas, aliados de Arraes a Jarbas, governam este estado.
É ou não é mais do mesmo? É. Para o bem e para o mal.


Fonte: Blog do Jamildo.

sábado, 18 de setembro de 2010

Dilma amplia vantagem sobre Serra.

As recentes denúncias envolvendo a ex-ministra Erenice Guerra, que substituiu a candidata Dilma Rousseff (PT) no comando da Casa Civil, não mudaram a intenção de voto dos eleitores. Pesquisa Ibope encomendada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela Rede Globo, divulgada nesta sexta-feira (17), mostra que a petista ampliou de 24 para 26 pontos porcentuais sua vantagem sobre seu principal adversário na disputa, o tucano José Serra. Dilma teve 51% das intenções de voto, enquanto o presidenciável do PSDB ficou com 25%.

Na mostra anterior, divulgada no dia 3 de setembro, Dilma tinha também 51%, enquanto o tucano aparecia com 27%. Se as eleições fossem hoje, e levando em conta os votos válidos, Dilma venceria a disputa em primeiro turno. Num eventual cenário de segundo turno, Dilma ganharia de Serra por 56% a 31%.

A candidata do PV, Marina Silva, cresceu de 8% na pesquisa do dia 3 para 11%. Os demais candidatos não chegaram a 1% das intenções de voto. O total de votos brancos e nulos é de 4% e 8% não sabem ou não responderam em quem vão votar.

A pesquisa foi realizada com 3.010 eleitores entre os dias 14 e 16 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo de número 30.271/2010.

GOVERNO LULA
- O Ibope também avaliou a aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com a sondagem, avaliaram como ótimo ou bom a gestão federal 79% dos entrevistados, enquanto 16% o consideraram regular e 4%, ruim ou péssimo.


Fonte: Agência Estado

domingo, 12 de setembro de 2010

Para Jarbas, Casa Civil é um ''balcão de negócios''

O senador e candidato ao Governo de Pernambuco Jarbas Vasconcelos (PMDB) comentou neste domingo (12) a denúncia publicada pela revista Veja desta semana, dando conta de que a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, estaria envolvida em esquema de cobrança de propina para facilitar contratos de empresas com o governo federal, comandado pelo filho, Israel Guerra. Ele classificou a pasta como "um balcão de negócios".




“Não é nem nos ministérios, tudo parece ser acertado dentro do Palácio do Planalto”, disse, afirmando que está não é a primeira vez que Erenice se envolve naquilo que classificou como "operações suspeitas". “Ela estava no lance dos cartões corporativos, cujos valores o Governo não conseguiu explicar”.



O senador aproveitou para criticar o presidente Lula. “Faço votos que não seja esta mais uma denúncia para o presidente Lula ridicularizar, como tem feito com tudo de comprometedor que ocorre em seu Governo”.
 
 
 
Fonte: JC Online.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Falta de prefeitos aliados deixa Jarbas sem estrutura no interior do Estado.

O senador e candidato ao governo de Pernambuco Jarbas Vasconcelos (PMDB) disse, nesta segunda-feira (6), que as visitas ao interior de Pernambuco estão acontecendo sem estrutura principalmente pela falta de prefeitos aliados.
A afirmação foi feita durante as suas visitas a Serra Talhada e Custódia, Sertão do Estado. Os prefeitos das duas cidades não apoiam o peemedebista. Nos dois municípios, Jarbas não armou palanque.
Em julho deste ano, Jarbas já havia acusado o governo de estar cooptando prefeitos.  “É um governo que discrimina, que persegue, que manda buscar correligionários em troca de obras. É a cooptação descambando para o que existe de pior na política eleitoral. É o toma-lá-dá-cá”, disse Jarbas na época.

A primeira visita dele hoje aconteceu à feira de Serra Talhada onde cumprimentou eleitores acompanhado da sua vice na chapa Mirian Lacerda (DEM), o deputado federal Raul Jungmann (PPS), que disputa uma das vagas no Senado ao lado de Marco Maciel (DEM), e a militância. Na cidade, o peemedebista teve um recepção tímida. Pelo fato de ter deixado o Governo do Estado há mais de três anos, alguns eleitores não reconheceram o candidato.

Jarbas passou um pouco mais de uma hora na cidade e depois seguiu para Custódia onde visitou o mercado público da localidade.  "O importante dessa visita não é fazer comício é ver e falar com as pessoas", completou Jarbas.  O senador também voltou a criticar a postura de "já ganhou" adotado nos últimos eventos pelo principal adversário nesta eleição. "Eduardo Campos tem três características, soberba, arrogância e prepotência", afirmou o peemeedebista.
O senador terminou os seus compromissos de campanha por volta das 10h no Sertão do Estado e retornou de avião para o Recife.  Ainda nesta segunda, ele realiza uma caminhada, por volta das 19h, no Alto Nossa Senhora de Fátima, Vasco da Gama, Zona Norte do Recife. Segundo a última pesquisa do Ibope divulgada na sexta-feira (3),  Eduardo está com 73% das intenções de voto e Jarbas 17%.


Fonte: JC Online.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Coligação de Serra protocola ação contra Dilma no TSE.

A coligação “O Brasil pode mais”, do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, protocolou nesta quarta-feira (1º) no Tribunal Superior Eleitoral ação contra a adversária do PT, Dilma Rousseff, por causa da quebra de sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge e de outras pessoas ligadas à legenda, inclusive a filha do candidato tucano, Verônica Serra.
Na ação, a coligação de Serra pede que a Justiça Eleitoral apure a prática de abuso de poder político e uso da máquina pública por parte da campanha da petista.
Segundo o advogado da campanha de José Serra, Eduardo Alckmin, caso a Justiça Eleitoral entenda que houve abuso, pode aplicar pena de inelegibilidade e até de cassação de registro da candidatura de Dilma Rousseff. A ação contra a candidata petista foi encaminhada ao corregedor-geral eleitoral, ministro Aldir Passarinho Junior.
A coligação tucana pediu a abertura de uma investigação dentro da Justiça Eleitoral, que deve ser feita com base em depoimentos de testemunhas e juntada de documentos. A coligação requer decisão liminar do TSE pedindo o encaminhamento à Justiça Eleitoral das investigações que estão sendo feitas pela Polícia Federal e do processo administrativo da Receita que apura as violações de sigilo. Também pede que computadores da Receita sejam periciados por técnicos indicados pela Justiça Eleitoral.
Em entrevista ao Jornal do SBT nesta quarta, Dilma afirmou ser "leviana" a acusação, feita por Serra, de que sua campanha tem ligação com a violação. Ela disse ser "a maior interessada" na investigação.
“Eu não entendo as razões, aliás, algumas eu até entendo, que levam o candidato da oposição a levantar contra a minha campanha uma acusação tão leviana, uma acusação que não tem provas, nem fundamento. Nós temos de ter clareza. Isso aconteceu em setembro de 2009. Em setembro de 2009 minha campanha não existia porque eu nem pré-candidata era. Eu acho interessante e julgo que é muito importante que nessa eleição a gente tenha cuidado com leviandades e calúnias”, disse Dilma.
Também nesta quarta, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, negou que o PT e integrantes da campanha de Dilma tenham envolvimento com o vazamento dos dados sigilosos de Veronica Serra, filha do candidata tucano à Presidência, José Serra.
“Se houve falsificação ou não, é trabalho da polícia. Não vamos ficar dando explicações ao que não nos cabe. Não temos nada a ver com essa história de falsificação nem de vazamento. Quero que o candidato Serra e a oposição provem o que estão dizendo, que temos relação com isso”, disse o presidente nacional do PT.
Além dos pedidos de informações, a defesa de Serra juntou à ação reportagens de jornais que denunciaram a quebra de sigilo do vice-presidente do PSDB e o depoimento do delegado Onézimo Sousa, no dia 17 de junho, na Comissão de Controle de Atividades de Inteligência (CCAI) do Congresso Nacional.
Na representação são citados Dilma Rousseff, o ex-coordenador de campanha petista e candidato ao Senador por Minas Gerais, Fernando Pimentel, os jornalistas Amaury Ribeiro Junior e Luiz Lanzetta, além do secretário-geral da Receita, Otacílio Cartaxo, e o corregedor do órgão, Antonio Carlos Costa D'Ávila.
Todos foram citados em reportagem da revista "Veja" sobre a produção de um suposto dossiê contra José Serra. Quando o caso veio à tona, todos os envolvidos deram versões contraditórias sobre o caso ou negaram envolvimento com a produção de um dossiê, à exceção de Onézimo, que afirmou ter sido procurado para levantar informações sobre o tucano.
"Todos os fatos parecem indicar a montagem de um dossiê que pretendia denunciar pessoas ligadas ao governo do PSDB", afirmou o advogado da campanha tucana, Eduardo Alckmin.
Investigação 'para esconder'
Depois de protocolar a ação contra Dilma, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) afirmou que a Receita Federal não é confiável para apurar os responsáveis pelo vazamento dos dados fiscais dos tucanos.
“A Receita Federal está aparelhada, por isso não tem autoridade política, moral e administrativa para realizar qualquer investigação.A investigação da Receita não é para revelar, é para esconder. A Receita está escondendo fatos, sonegando informações para acobertar os principais responsáveis, porque a Receita faz parte desse aparelhamento do Estado brasileiro”, disse.


Fonte: G1.