Tudo tem um lado positivo. Até a crise. Com um menor fluxo de turistas nacionais, alguns hotéis e serviços na Europa, principalmente nos países onde a situação econômica é mais delicada, como Portugal, Itália, Grécia e Espanha (PIGs, na pejorativa sigla em inglês) estão cortando os preços e atraindo cada vez mais brasileiros. Segundo a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), alguns destinos estão, em média, 15% mais baratos do que no mesmo período do ano passado. Some-se a isso o fortalecimento do real frente ao euro e o aumento dos rendimentos das famílias por aqui, além das ofertas nas passagens de avião. O resultado? Mais brasileiros viajando pelo mundo.
O presidente da Braztoa, Marco Ferraz, mostra que o que estamos presenciando é inédito. “Em 2008 não sentimos tanto esse efeito quanto estamos sentindo agora. Desta vez, o Brasil está com a economia mais fortalecida. Além disso, a classe C cresceu bastante, e as classes A e B também apresentaram migrações. O brasileiro aprendeu a viajar internacionalmente e agora está colocando isso na sua cesta de consumo, conseguindo se planejar com mais antecedência e fazendo uso de promoções tanto da parte aérea quanto da parte de serviços”, comenta. “Esta semana, o câmbio voltou a subir, mas nada que seja proibitivo para viagens internacionais”, observa Ferraz.
“Há dois anos, viajar para a Europa realmente está mais acessível, em torno de 15%. De um modo geral, viajar para os países em crise acaba saindo mais barato para os brasileiros do que locais como Reino Unido, França e Suíça, por exemplo”, confirma a gerente de vendas da Luck Viagens, Silvana Alencar. “Em outros países, a alimentação básica, o almoço e o jantar, sai, em média, por quase 80 euros. Já, por exemplo, em Portugal, na Espanha e na Itália, é possível gastar apenas 60 euros”, calcula ela.
“Aqui na agência, estamos vendendo muitos pacotes pra Itália e tivemos uma procura muito grande para a Espanha. Para Portugal, a demanda também aumentou pelo fato de o voo da TAP desembarcar em Lisboa, onde as coisas estão mais baratas. Então em vez de uma parada de apenas uma noite, as pessoas estão optando por duas ou três diárias”, acrescenta.
Para se ter ideia, segundo o Ministério da Economia de Portugal, os brasileiros (21,7%) foram os maiores responsáveis pelo aumento das receitas com turismo no primeiro semestre de 2011. Em segundo lugar, ficaram os Estados Unidos (19%). Somente em junho, a receita deixada pelos estrangeiros por lá superou 3 milhões de euros, batendo recorde. Na contramão, as despesas dos portugueses com viagens e turismo no exterior caiu 1,8%. Como mostram os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) de Portugal, os estabelecimentos hoteleiros registraram, em junho, quatro milhões de dormidas, um aumento de 13% em relação a 2010, consequência, principalmente, do alto fluxo de turistas brasileiros e ingleses.
Fonte: JC Online.
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domingo, 18 de setembro de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Criação de empregos formais cai 14% até julho, para 1,59 milhão.
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta terça-feira (16) pelo Ministério do Trabalho revelam que foram criados 1,59 milhão de empregos com carteira assinada nos sete primeiros meses deste ano.
Com isso, houve queda de 14% frente ao mesmo período do ano passado, quando foram abertas 1,85 milhão de vagas, segundo números do governo federal. Os números de criação de empregos formais do acumulado deste ano, e de igual período de 2010, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo.
Além de ter registrado queda frente ao ano passado, os dados do governo mostram que a criação de empregos formais, de janeiro a julho deste ano, também ficou abaixo do resultado registrado em igual período de 2008 - quando foram criados 1,67 milhão de empregos com carteira assinada.
Desaceleração
Apesar do recuo na criação de empregos formais, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, manteve a avaliação de que não está havendo uma desaceleração na abertura de vagas neste ano. "Não está desacelerando (...) Temos um comportamento diferente do ano passado sobre contratação do servidor público. De maio do ano passado em diante, foi proibido por conta das eleições. Temos contratações por municípios e estados neste ano. Acho que esse número vai ser significativo comparando com o que houve em 2010", declarou.
Mês de julho
Em julho deste ano, os dados do governo mostram que foram abertas 140 mil vagas com carteira assinada, o que representa uma queda 22,6% frente ao mesmo mês do ano passado, quando foram criadas 181 mil empregos formais. O valor também ficou bem distante do recorde para o mês de julho, registrado em 2008, quando foram criados 203 mil vagas com carteira assinada.
Os números frustraram o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. No mês passado, ele informou que a criação de empregos formais ultrapassaria o valor registrado em junho deste ano (214 mil empregos). Já na última semana, ele disse que os empregos criados em julho também seriam superiores ao registrado no mesmo mês de 2010 - quando foram abertas 181 mil vagas. Em ambos os casos, as estimativas não se confirmaram.
Ano passado e previsão para 2011
Em todo ano passado, os números do governo mostram que foram criados 2,5 milhões de empregos com carteira assinada no país, recorde histórico. Porém, a meta foi atingida somente com mudanças no formato de divulgação dos dados do Caged – que passaram a incorporar, no mesmo ano, as informações enviadas pelas empresas fora do prazo.
Para 2011, primeiro ano do mandato da presidente Dilma Rousseff, Lupi manteve a previsão de que serão criadas três milhões de vagas formais (novo recorde) apesar do corte de gastos de R$ 50 bilhões anunciado e da subida da taxa básica de juros. Essas medidas buscam conter o crescimento da inflação.
Fonte: G1.
Com isso, houve queda de 14% frente ao mesmo período do ano passado, quando foram abertas 1,85 milhão de vagas, segundo números do governo federal. Os números de criação de empregos formais do acumulado deste ano, e de igual período de 2010, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo.
Além de ter registrado queda frente ao ano passado, os dados do governo mostram que a criação de empregos formais, de janeiro a julho deste ano, também ficou abaixo do resultado registrado em igual período de 2008 - quando foram criados 1,67 milhão de empregos com carteira assinada.
Desaceleração
Apesar do recuo na criação de empregos formais, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, manteve a avaliação de que não está havendo uma desaceleração na abertura de vagas neste ano. "Não está desacelerando (...) Temos um comportamento diferente do ano passado sobre contratação do servidor público. De maio do ano passado em diante, foi proibido por conta das eleições. Temos contratações por municípios e estados neste ano. Acho que esse número vai ser significativo comparando com o que houve em 2010", declarou.
Mês de julho
Em julho deste ano, os dados do governo mostram que foram abertas 140 mil vagas com carteira assinada, o que representa uma queda 22,6% frente ao mesmo mês do ano passado, quando foram criadas 181 mil empregos formais. O valor também ficou bem distante do recorde para o mês de julho, registrado em 2008, quando foram criados 203 mil vagas com carteira assinada.
Os números frustraram o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. No mês passado, ele informou que a criação de empregos formais ultrapassaria o valor registrado em junho deste ano (214 mil empregos). Já na última semana, ele disse que os empregos criados em julho também seriam superiores ao registrado no mesmo mês de 2010 - quando foram abertas 181 mil vagas. Em ambos os casos, as estimativas não se confirmaram.
Ano passado e previsão para 2011
Em todo ano passado, os números do governo mostram que foram criados 2,5 milhões de empregos com carteira assinada no país, recorde histórico. Porém, a meta foi atingida somente com mudanças no formato de divulgação dos dados do Caged – que passaram a incorporar, no mesmo ano, as informações enviadas pelas empresas fora do prazo.
Para 2011, primeiro ano do mandato da presidente Dilma Rousseff, Lupi manteve a previsão de que serão criadas três milhões de vagas formais (novo recorde) apesar do corte de gastos de R$ 50 bilhões anunciado e da subida da taxa básica de juros. Essas medidas buscam conter o crescimento da inflação.
Fonte: G1.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
CDL lança Liquida Recife e espera R$ 200 milhões em vendas.
Depois de dez anos, o Recife volta a receber, em agosto de 2011, o projeto Liquida Recife, promovido pela Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL), com apoio da Prefeitura do Recife.
O prefeito João da Costa, o governador do Estado, Eduardo Campos e o vice-governador João Lyra Neto, prestigiaram o lançamento do projeto na manhã desta terça-feira (12), durante um café da manhã, no JCPM Trade Center, Pina.
A expectativa é de que, durante os 11 dias de execução, cerca de duas mil lojas entre shoppings e comércio de rua participem do projeto. Mais de R$ 200 milhões devem ser gerados com as vendas, representando um incremento no faturamento entre cerca de 20% e 30% comparado ao mesmo período do ano passado, quando a promoção não foi realizada. Nesta edição estão previstos sorteios de um carro de luxo, dez motos, dez TV´s LCD e ingressos para o show de encerramento com o cantor Fábio Júnior.
Para João da Costa, projetos como o Liquida Recife são fundamentais para consolidar o Recife na sua vocação de ser uma cidade prestadora de serviços e de comércio num momento em que a economia de Pernambuco se reestrutura e o Nordeste cresce.
“Nós temos um projeto muito claro de voltar a tornar o Recife o centro do comércio e de serviços da Região Metropolitana. Isso exige dos órgãos públicos, dos governos e também da iniciativa privada, atitudes como esta para estarmos à altura desse novo momento econômico e o comércio varejista tem um peso importante na economia da cidade e na geração de empregos”.
Na ocasião, o governador Eduardo Campos ressaltou o momento de reconstrução de base industrial vivido pelo Estado.
“Toda experiência comercial gera emprego e renda. Pernambuco tem vocação para a distribuição e tem sido observado claramente com o crescimento de 20% da movimentação do Porto de Suape. O nível de desemprego na Região Metropolitana do Recife tem caído; apenas na construção da Transnordestina são mais de 10 mil operários trabalhando”, exemplificou o governador.
Já o presidente da CDL Recife, Eduardo Catão, lembrou que todos são beneficiados.
“É uma boa oportunidade para a esfera pública, pois, arrecada mais, para os lojistas porque têm a oportunidade de vender produtos não vendidos e podem receber novas mercadorias, e, por fim, para o consumidor, que pode comprar mais barato”.
Também prestigiaram o evento, os secretários municipais Dácio Rossiter (Administração), Eric Carrazzoni (Comunicação), José Bertotti (Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico), Petrônio Magalhães (Finanças); as assessoras executivas Anita Dubeux (Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico) e Ângela Weber (Finanças), e a diretora da Dircon, Maria José de Biase.
Fonte: Blog Do Jamildo.
O prefeito João da Costa, o governador do Estado, Eduardo Campos e o vice-governador João Lyra Neto, prestigiaram o lançamento do projeto na manhã desta terça-feira (12), durante um café da manhã, no JCPM Trade Center, Pina.
A expectativa é de que, durante os 11 dias de execução, cerca de duas mil lojas entre shoppings e comércio de rua participem do projeto. Mais de R$ 200 milhões devem ser gerados com as vendas, representando um incremento no faturamento entre cerca de 20% e 30% comparado ao mesmo período do ano passado, quando a promoção não foi realizada. Nesta edição estão previstos sorteios de um carro de luxo, dez motos, dez TV´s LCD e ingressos para o show de encerramento com o cantor Fábio Júnior.
Para João da Costa, projetos como o Liquida Recife são fundamentais para consolidar o Recife na sua vocação de ser uma cidade prestadora de serviços e de comércio num momento em que a economia de Pernambuco se reestrutura e o Nordeste cresce.
“Nós temos um projeto muito claro de voltar a tornar o Recife o centro do comércio e de serviços da Região Metropolitana. Isso exige dos órgãos públicos, dos governos e também da iniciativa privada, atitudes como esta para estarmos à altura desse novo momento econômico e o comércio varejista tem um peso importante na economia da cidade e na geração de empregos”.
Na ocasião, o governador Eduardo Campos ressaltou o momento de reconstrução de base industrial vivido pelo Estado.
“Toda experiência comercial gera emprego e renda. Pernambuco tem vocação para a distribuição e tem sido observado claramente com o crescimento de 20% da movimentação do Porto de Suape. O nível de desemprego na Região Metropolitana do Recife tem caído; apenas na construção da Transnordestina são mais de 10 mil operários trabalhando”, exemplificou o governador.
Já o presidente da CDL Recife, Eduardo Catão, lembrou que todos são beneficiados.
“É uma boa oportunidade para a esfera pública, pois, arrecada mais, para os lojistas porque têm a oportunidade de vender produtos não vendidos e podem receber novas mercadorias, e, por fim, para o consumidor, que pode comprar mais barato”.
Também prestigiaram o evento, os secretários municipais Dácio Rossiter (Administração), Eric Carrazzoni (Comunicação), José Bertotti (Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico), Petrônio Magalhães (Finanças); as assessoras executivas Anita Dubeux (Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico) e Ângela Weber (Finanças), e a diretora da Dircon, Maria José de Biase.
Fonte: Blog Do Jamildo.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Bancos sofreram este ano mais de 800 ataques de bandidos em todo o Brasil.
No primeiro semestre de 2011 foram registrados 838 ataques a bancos em todo o país, média de 4,63 ocorrências por dia. Deste total, 301 foram assaltos (incluindo sequestro de bancários e vigilantes) e 537 arrombamentos de agências, postos de atendimento e caixas eletrônicos (incluindo uso de maçaricos e explosões por dinamite) . Em decorrência desses crimes, 20 pessoas foram mortas, incluindo 11 vítimas da chamada “saidinha de banco”, quando o cliente é rendido por bandidos após sacar dinheiro em agências ou caixas eletrônicos.
Estes dados constam da primeira Pesquisa Nacional de Ataques a Banco, divulgada nesta segunda-feira (11), em Curitiba, pela Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) e Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf).
A pesquisa aponta São Paulo como o estado onde mais ocorrera esse tipo de crime, com 283 casos. A maioria dos assassinatos também foi registrada em São Paulo, com 12 mortos. Em segundo lugar em número de assaltos está a Bahia (61 casos), seguida do Paraná (56). O Amazonas foi o único estado que não registrou ataques a bancos ou a clientes.
Os sindicalistas responsáveis pela pesquisa esperam que os bancos invistam mais em segurança. “A segurança bancária é tema mais importante até mesmo que questões salariais, porque envolve vidas. Os bancos não podem transferir essa responsabilidade para os clientes, proibindo, por exemplo, o uso de celulares dentro das agências”, disse o presidente da CNTV, João Boaventura.
As confederações apresentaram algumas propostas para melhorar a segurança nos bancos. Uma delas é a isenção de tarifas de transferência de recursos como forma de desestimular saques em dinheiro vivo e a instalação de biombos ou tapumes entre a fila de espera e os balcões dos caixas.
O Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, que apresentou um estudo relativo apenas ao Paraná , mostrou que o número de ataques no primeiro semestre deste ano, 52, já é bem maior do que o registrado no mesmo período de 2010 (29).
Estes dados constam da primeira Pesquisa Nacional de Ataques a Banco, divulgada nesta segunda-feira (11), em Curitiba, pela Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) e Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf).
A pesquisa aponta São Paulo como o estado onde mais ocorrera esse tipo de crime, com 283 casos. A maioria dos assassinatos também foi registrada em São Paulo, com 12 mortos. Em segundo lugar em número de assaltos está a Bahia (61 casos), seguida do Paraná (56). O Amazonas foi o único estado que não registrou ataques a bancos ou a clientes.
Os sindicalistas responsáveis pela pesquisa esperam que os bancos invistam mais em segurança. “A segurança bancária é tema mais importante até mesmo que questões salariais, porque envolve vidas. Os bancos não podem transferir essa responsabilidade para os clientes, proibindo, por exemplo, o uso de celulares dentro das agências”, disse o presidente da CNTV, João Boaventura.
As confederações apresentaram algumas propostas para melhorar a segurança nos bancos. Uma delas é a isenção de tarifas de transferência de recursos como forma de desestimular saques em dinheiro vivo e a instalação de biombos ou tapumes entre a fila de espera e os balcões dos caixas.
O Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, que apresentou um estudo relativo apenas ao Paraná , mostrou que o número de ataques no primeiro semestre deste ano, 52, já é bem maior do que o registrado no mesmo período de 2010 (29).
Fonte: Agência Brasil
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Setor da cana-de-açúcar renova acordo que visa a garantir condições dignas de trabalho.
Governo e entidades representativas de empresários e trabalhadores do setor sucroenergético assinaram nesta segunda-feira (4) a renovação, por mais um ano, do compromisso nacional por melhores condições de trabalho na produção de cana-de-açúcar. De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência da República, o compromisso foi assinado pela primeira vez em 2009 e, agora, passa para uma nova fase, a de auditoria das empresas.
Após a auditoria, as fazendas e usinas de moagem que cumprirem todos os compromissos acordados receberão um selo de garantia. Inicialmente, cerca de 300 empresas do setor sucroalcooleiro manifestaram interesse em ser auditadas, mas o governo fará uma nova consulta para atestar a intenção. Segundo o assessor da Secretaria-Geral da Presidência da República José Lopez Feijóo, os empresários não têm obrigação de se submeter a auditorias, mas terão que arcar com as consequências de mercado. “Ter um selo [de qualidade] como esse, na hora de exportar, pode ter um significado muito grande”, disse.
Segundo Feijóo, o edital para contratação das empresas de auditoria pode ser publicado ainda esta semana. Entre os itens avaliados estão condições de alojamento, alimentação, transportes, comunicação e contratação dos trabalhadores.
O presidente da Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo (Feraesp), Élio Neves, disse que “há uma tradição, de maneira geral, de descumprimento da lei”. A assinatura do termo, segundo ele, dá mais força para que os empresários cumpram o que assumiram publicamente. Neves disse que, desde que o compromisso foi assinado pela primeira vez, houve muitos avanços.
“A grande maioria das empresas deixou de terceirizar a mão-de-obra, evitando intermediários, os 'gatos', ganhando dos dois lados: do empregado e do patrão. As empresas têm ido diretamente à região onde contratam os trabalhadores e o controle na aferição dos pagamentos é melhor”, disse Neves. Segundo ele, apesar de melhorias visíveis, somente agora, com as auditorias, será possível medir concretamente como essa relação tem avançado.
Após a auditoria, as fazendas e usinas de moagem que cumprirem todos os compromissos acordados receberão um selo de garantia. Inicialmente, cerca de 300 empresas do setor sucroalcooleiro manifestaram interesse em ser auditadas, mas o governo fará uma nova consulta para atestar a intenção. Segundo o assessor da Secretaria-Geral da Presidência da República José Lopez Feijóo, os empresários não têm obrigação de se submeter a auditorias, mas terão que arcar com as consequências de mercado. “Ter um selo [de qualidade] como esse, na hora de exportar, pode ter um significado muito grande”, disse.
Segundo Feijóo, o edital para contratação das empresas de auditoria pode ser publicado ainda esta semana. Entre os itens avaliados estão condições de alojamento, alimentação, transportes, comunicação e contratação dos trabalhadores.
O presidente da Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo (Feraesp), Élio Neves, disse que “há uma tradição, de maneira geral, de descumprimento da lei”. A assinatura do termo, segundo ele, dá mais força para que os empresários cumpram o que assumiram publicamente. Neves disse que, desde que o compromisso foi assinado pela primeira vez, houve muitos avanços.
“A grande maioria das empresas deixou de terceirizar a mão-de-obra, evitando intermediários, os 'gatos', ganhando dos dois lados: do empregado e do patrão. As empresas têm ido diretamente à região onde contratam os trabalhadores e o controle na aferição dos pagamentos é melhor”, disse Neves. Segundo ele, apesar de melhorias visíveis, somente agora, com as auditorias, será possível medir concretamente como essa relação tem avançado.
Fonte: Agência Brasil
terça-feira, 7 de junho de 2011
IPCA desacelera em maio e acumula alta de 6,55% em 12 meses, diz IBGE.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país usada como base para as metas do governo, ficou em 0,47% em maio, contra 0,77% no mês anterior, e acumula alta de 6,55% em 12 meses, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (6). O resultado ultrapassa o teto da meta estabelecida pelo Banco Central para este ano, de 6,5%. O centro da meta é de 4,5%, com dois pontos de tolerância para mais ou para menos. No mês anterior, em 12 meses, a taxa ficara em 6,51%.
"É importante interpretar que, apesar da desaceleração da taxa de abril para maio, na ótica dos 12 meses a inflação cresceu, porque a inflação de maio deste ano foi maior do que a registrada no mesmo mês de 2010", disse Eulina Nunes dos Santos, coordenadora da Coordenação de Índices de Preços do instituto.
O grupo de despesas que mais influenciou o comportamento do IPCA no mês foi o de transportes, que passou de uma alta de 1,57% em abril para uma queda de 0,24% em maio, influenciado pela variação dos preços de combustíveis (de 6,53% em abril para -0,35% em maio). O litro do etanol, por exemplo, que havia subido 11,2% em abril, caiu 11,34% em maio, representanto o principal impacto negativo. O preço da gasolina não chegou a cair, mas subiu menos: de 6,26% em abril para 0,85% em maio.
"O preço do etanol despencou, levando a gasolina junto. Isso se explica pela safra da cana-de-açúcar, que tem clima favorável e está tendo uma boa colheita. Transportes vêm aumentando desde setembro de 2010. Em agosto, ocorreu uma queda de 0,09%. Os combustíveis vêm apresentando aumento desde outubro de 2010. A última queda foi em setembro do ano passado, de 0,05%”, disse Eulina.
Também contribuíram para o resultado de maio do grupo transportes os preços de passagens aéreas, cuja taxa de variação passou de -9,42% em abril para -11,57% em maio, de automóveis novos (de -0,28% em abril para -0,58% em maio) e de automóveis usados (de -0,53% em abril para -1,26% em maio).
Seguindo mesmo comportamento, também apresentaram desaceleração da alta de preços os grupos vestuário (de 1,42% para 1, 19% em maio) e saúde e cuidados pessoais (de 0,98% para 0,73%).
Fonte: G1.
"É importante interpretar que, apesar da desaceleração da taxa de abril para maio, na ótica dos 12 meses a inflação cresceu, porque a inflação de maio deste ano foi maior do que a registrada no mesmo mês de 2010", disse Eulina Nunes dos Santos, coordenadora da Coordenação de Índices de Preços do instituto.
O grupo de despesas que mais influenciou o comportamento do IPCA no mês foi o de transportes, que passou de uma alta de 1,57% em abril para uma queda de 0,24% em maio, influenciado pela variação dos preços de combustíveis (de 6,53% em abril para -0,35% em maio). O litro do etanol, por exemplo, que havia subido 11,2% em abril, caiu 11,34% em maio, representanto o principal impacto negativo. O preço da gasolina não chegou a cair, mas subiu menos: de 6,26% em abril para 0,85% em maio.
"O preço do etanol despencou, levando a gasolina junto. Isso se explica pela safra da cana-de-açúcar, que tem clima favorável e está tendo uma boa colheita. Transportes vêm aumentando desde setembro de 2010. Em agosto, ocorreu uma queda de 0,09%. Os combustíveis vêm apresentando aumento desde outubro de 2010. A última queda foi em setembro do ano passado, de 0,05%”, disse Eulina.
Também contribuíram para o resultado de maio do grupo transportes os preços de passagens aéreas, cuja taxa de variação passou de -9,42% em abril para -11,57% em maio, de automóveis novos (de -0,28% em abril para -0,58% em maio) e de automóveis usados (de -0,53% em abril para -1,26% em maio).
Seguindo mesmo comportamento, também apresentaram desaceleração da alta de preços os grupos vestuário (de 1,42% para 1, 19% em maio) e saúde e cuidados pessoais (de 0,98% para 0,73%).
Fonte: G1.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Chamadas de telefone fixo para cidades vizinhas ficam mais baratas em 18 municípios de PE.
Usuários de telefonia fixa da Região Metropolitana do Recife (RMR) e da Região Integrada de Desenvolvimento Econômico de Petrolina/Juazeiro, no Sertão, poderão realizar, a partir do próximo sábado (28), chamadas a custo de ligação local para municípios que apresentem continuidade geográfica e mesmo código de área nacional (DDD).
Serão beneficiados os 14 municípios da RMR - com 4,5 milhões de habitantes - e as oito cidades (quatro delas em Pernambuco) que compõem o polo Petrolina/Juazeiro, com 727,3 mil usuários.
De acordo com a Anatel, o estado tem um milhão de acessos fixos, 48 mil telefones públicos e 9,7 milhões de acessos móveis. Cerca de 68 milhões de usuários em todo o país, distribuídos em 560 municípios, pagarão mais barato nas ligações originadas de um número fixo.
A mudança, que foi publicada pela agência reguladora em 21 de janeiro, faz parte da revisão do Regulamento sobre Áreas Locais para o Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC). Os valores de ligações entre fixos e móveis não sofrerão mudanças com as alterações das áreas locais.
A lista de todas as localidades beneficiadas com a mudança pode ser conferida na íntegra na página da Anatel na internet: www.anatel.gov.br.
Fonte: Diario de Pernambuco.
Serão beneficiados os 14 municípios da RMR - com 4,5 milhões de habitantes - e as oito cidades (quatro delas em Pernambuco) que compõem o polo Petrolina/Juazeiro, com 727,3 mil usuários.
De acordo com a Anatel, o estado tem um milhão de acessos fixos, 48 mil telefones públicos e 9,7 milhões de acessos móveis. Cerca de 68 milhões de usuários em todo o país, distribuídos em 560 municípios, pagarão mais barato nas ligações originadas de um número fixo.
A mudança, que foi publicada pela agência reguladora em 21 de janeiro, faz parte da revisão do Regulamento sobre Áreas Locais para o Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC). Os valores de ligações entre fixos e móveis não sofrerão mudanças com as alterações das áreas locais.
A lista de todas as localidades beneficiadas com a mudança pode ser conferida na íntegra na página da Anatel na internet: www.anatel.gov.br.
Fonte: Diario de Pernambuco.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Aprender a poupar é desafio para a nova classe média.
Os 30 milhões de brasileiros que saíram da pobreza no governo Lula e ao longo dos últimos oito anos puderam comprar seu primeiro carro, deram entrada na casa própria e investiram em educação têm no governo Dilma um novo desafio: o de economizar. Com a inflação vencendo todas as aplicações, é grande a tentação de continuar consumindo em vez de direcionar uma parcela dos salário para formar uma reserva financeira. Mas especialistas garantem: juntar um dinheirinho é sempre bom para que o cidadão possa planejar melhor o futuro. O país mudou, com a ascensão dos mais pobres à classe média, mas continua valendo a máxima repetida por gerações: "quem poupa tem".
Uma parcela da população já demonstra preocupação em ter um colchão que amorteça qualquer dificuldade ou que assegure sonhos, como uma aposentadoria mais confortável. É o caso da produtora de vídeo Raquel Magalhães, de 26 anos. "Procuro ter sempre três meses de salário guardados para uma emergência. O restante pretendo usar para projetos futuros, como viagens". A jovem dá uma dica a quem deseja começar a economizar: "Pagar sempre à vista é uma boa maneira de reservar dinheiro. Não tenho cheque especial. Se acabou, acabou e pronto." O conselho ainda vale para muitos brasileiros. As vendas no varejo cresceram 6,9% no primeiro trimestre do ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "A propensão ao consumo ainda é alta. O aumento de renda do brasileiro tende a se traduzir em mais compras", afirma Alexandre Andrade, analista da consultoria Tendências.
Rentabilidade
Raquel reserva 10% do salário para a previdência privada e outros 15% para a aplicação em Certificado de Depósito Bancário (CDB), que utiliza a taxa básica de juros da economia (Selic) como referência. "Costumava transferir tudo para a caderneta, mas vi uma oportunidade diferente, que tem mais retorno", conta a produtora de vídeo.
A movimentação de recursos entre as modalidades disponíveis de aplicação, do ano passado para cá, atesta que, como Raquel, outros investidores estão atentos às mudanças macroeconômicas e buscando opções mais rentáveis. Na bolsa brasileira, que acumula perda de 8,76% no ano, houve diminuição de R$ 16,8 bilhões no volume negociado de janeiro a abril de 2011 na comparação como mesmo período de 2010. Segundo cálculos feitos pela consultoria Tendências, a captação da poupança, que foi positiva em R$ 3,7 bilhões no primeiro quadrimestre do ano passado, ficou negativa em R$ 714 milhões nos meses equivalentes de 2011.
Os saques aconteceram por conta do movimento de elevação da Selic pelo Banco Central, que aumentou a atratividade do CDB, por exemplo. A rentabilidade da aplicação melhora conforme sobem os juros e, dependendo da elevação, pode compensar pelo fato de incidir Imposto de Renda sobre a modalidade, o que não ocorre no caso da poupança. A mudança na tendência da política monetária fez com que os ingressos no CDB, que foram de R$ 2,1 bilhões de janeiro a abril do ano passado, saltassem para R$ 23,6 bilhões.
Os fundos de investimento também saíram de um patamar de R$ 28,8 bilhões para R$ 42,5 bilhões. Nesse montante estão incluídas as aplicações em planos de previdência, que subiram de R$ 5,1 bilhões para R$ 7,3 bilhões, o que significa que os brasileiros estão mais dedicados a planejar a aposentadoria. Outra modalidade de aplicação que vem atraindo a atenção – e o dinheiro – dos brasileiros é o Tesouro Direto, cujos aportes subiram de R$ 414,6 milhões no primeiro trimestre de 2010 para R$ 773,5 milhões no mesmo período de 2011.
Fonte: Correio Brasiliense.
Uma parcela da população já demonstra preocupação em ter um colchão que amorteça qualquer dificuldade ou que assegure sonhos, como uma aposentadoria mais confortável. É o caso da produtora de vídeo Raquel Magalhães, de 26 anos. "Procuro ter sempre três meses de salário guardados para uma emergência. O restante pretendo usar para projetos futuros, como viagens". A jovem dá uma dica a quem deseja começar a economizar: "Pagar sempre à vista é uma boa maneira de reservar dinheiro. Não tenho cheque especial. Se acabou, acabou e pronto." O conselho ainda vale para muitos brasileiros. As vendas no varejo cresceram 6,9% no primeiro trimestre do ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "A propensão ao consumo ainda é alta. O aumento de renda do brasileiro tende a se traduzir em mais compras", afirma Alexandre Andrade, analista da consultoria Tendências.
Rentabilidade
Raquel reserva 10% do salário para a previdência privada e outros 15% para a aplicação em Certificado de Depósito Bancário (CDB), que utiliza a taxa básica de juros da economia (Selic) como referência. "Costumava transferir tudo para a caderneta, mas vi uma oportunidade diferente, que tem mais retorno", conta a produtora de vídeo.
A movimentação de recursos entre as modalidades disponíveis de aplicação, do ano passado para cá, atesta que, como Raquel, outros investidores estão atentos às mudanças macroeconômicas e buscando opções mais rentáveis. Na bolsa brasileira, que acumula perda de 8,76% no ano, houve diminuição de R$ 16,8 bilhões no volume negociado de janeiro a abril de 2011 na comparação como mesmo período de 2010. Segundo cálculos feitos pela consultoria Tendências, a captação da poupança, que foi positiva em R$ 3,7 bilhões no primeiro quadrimestre do ano passado, ficou negativa em R$ 714 milhões nos meses equivalentes de 2011.
Os saques aconteceram por conta do movimento de elevação da Selic pelo Banco Central, que aumentou a atratividade do CDB, por exemplo. A rentabilidade da aplicação melhora conforme sobem os juros e, dependendo da elevação, pode compensar pelo fato de incidir Imposto de Renda sobre a modalidade, o que não ocorre no caso da poupança. A mudança na tendência da política monetária fez com que os ingressos no CDB, que foram de R$ 2,1 bilhões de janeiro a abril do ano passado, saltassem para R$ 23,6 bilhões.
Os fundos de investimento também saíram de um patamar de R$ 28,8 bilhões para R$ 42,5 bilhões. Nesse montante estão incluídas as aplicações em planos de previdência, que subiram de R$ 5,1 bilhões para R$ 7,3 bilhões, o que significa que os brasileiros estão mais dedicados a planejar a aposentadoria. Outra modalidade de aplicação que vem atraindo a atenção – e o dinheiro – dos brasileiros é o Tesouro Direto, cujos aportes subiram de R$ 414,6 milhões no primeiro trimestre de 2010 para R$ 773,5 milhões no mesmo período de 2011.
Fonte: Correio Brasiliense.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Petrobras lucrou R$ 10,9 bilhões no primeiro trimestre.
A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 10,9 bilhões de janeiro a março deste ano, conforme balanço divulgado na noite desta sexta-feira. Houve aumento de 42% em relação ao primeiro trimestre de 2010.
De janeiro a março de 2010, a Petrobras registrou lucro líquido de R$ 7,7 bilhões, alta de 23% em relação aos R$ 5,8 bilhões registrados em igual período do ano anterior.
No quarto trimestre do ano passado, a estatal lucrou R$ 10,602 bilhões, valor 38,4% superior aos R$ 7,661 bilhões obtidos em igual período de 2009.
Em 2010, o lucro da Petrobras chegou a R$ 35,189 bilhões, um aumento de 17,1% frente aos R$ 30,051 bilhões apurados no ano anterior.
Fonte: Agência Brasil.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Para Sindicom, preços dos combustíveis deverão cair nos próximos dias.
Com a entrada da nova safra de etanol e a normalização dos estoques nos postos de combustíveis de todo o país, a tendência é que os preços comecem a cair ainda esta semana nas bombas. A afirmação foi feita à Agência Brasil pelo vice-presidente executivo do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz.
“Os estoques já estão normalizados e é possível até que o etanol que tem chegado aos postos já venha com menores preços. Portanto, a tendência é que os consumidores já comecem a sentir a queda no preço do álcool hidratado e da gasolina nos próximos dias em alguns dos principais centros e ao longo das próximas semanas em todo o país”.
Alísio Vaz adiantou que com a entrada da nova safra da cana-de-açúcar, o preço do etanol anidro já caiu R$ 1 nas duas últimas semanas, o que certamente vai influenciar e apressar a queda dos preços.
Para o vice-presidente do Sindicom, houve um certo mal-entendido em relação ao aumento do preço da gasolina nas últimas semanas, que acabou gerando informações e discussões conflitantes e até acusações de formação de cartel por parte dos postos de combustíveis.
“O que houve foi que os preços do etanol atingiram patamares inéditos e o repasse deles para a gasolina afetou os preços nas bombas. A alta foi consequência do efeito da entressafra e houve esse mal-entendido de associar a qualquer movimento especulativo ou de formação de cartel”, avaliou.
Pelas contas do Sindicom, o etanol anidro - que é misturado na proporção de 25% à gasolina - saiu de um patamar de R$ 1,24 no início de janeiro para R$ 2,70 no fim de abril – uma alta de 120%.
Esse aumento acabou levando a uma elevação de R$ 0,30 a R$ 0,40 no preço final da gasolina, que saltou de R$ 2,60 para R$ 2,91 entre janeiro e a última semana.
“A equação é simples e não há mistério: a safra foi curta, os preços aumentaram porque os estoques eram pequenos e o consumidor pagou mais caro em proporção ao aumento nas usinas”.
Como o etanol anidro é 25% da composição da gasolina e se ele aumentou R$ 1,46 desde o início do ano, um quarto desse valor poderia aparecer no preço da gasolina, o que dá R$ 0,36. Pela pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP), entre o início do ano e a semana passada o aumento médio da gasolina nas bombas foi de R$ 0,31. “O que está dentro da expectativa”, disse Vaz.
Para o Sindicom, é importante ressaltar o fato de que, apesar da entressafra, em nenhum momento chegou a haver risco de desabastecimento e os estoques, que chegaram a levar os postos a operar no limite, já estão normalizados.
“Houve alguns atrasos pontuais no atendimento aos postos, mas o importante é que nenhum consumidor teve problema para abastecer seu carro, seja com álcool ou com gasolina - mesmo com o feriadão prolongado da Semana Santa.
O Sindicom representa, em nível nacional, as principais companhias distribuidoras de combustíveis e lubrificantes do país, entre elas a Petrobras Distribuidora e a Shell – totalizando mais de 80% do volume de distribuição do setor. O mercado envolve a distribuição de 77,4 bilhões de litros de combustíveis e um faturamento anual de mais de R$ 150 bilhões.
Fonte: Agência Brasil.
“Os estoques já estão normalizados e é possível até que o etanol que tem chegado aos postos já venha com menores preços. Portanto, a tendência é que os consumidores já comecem a sentir a queda no preço do álcool hidratado e da gasolina nos próximos dias em alguns dos principais centros e ao longo das próximas semanas em todo o país”.
Alísio Vaz adiantou que com a entrada da nova safra da cana-de-açúcar, o preço do etanol anidro já caiu R$ 1 nas duas últimas semanas, o que certamente vai influenciar e apressar a queda dos preços.
Para o vice-presidente do Sindicom, houve um certo mal-entendido em relação ao aumento do preço da gasolina nas últimas semanas, que acabou gerando informações e discussões conflitantes e até acusações de formação de cartel por parte dos postos de combustíveis.
“O que houve foi que os preços do etanol atingiram patamares inéditos e o repasse deles para a gasolina afetou os preços nas bombas. A alta foi consequência do efeito da entressafra e houve esse mal-entendido de associar a qualquer movimento especulativo ou de formação de cartel”, avaliou.
Pelas contas do Sindicom, o etanol anidro - que é misturado na proporção de 25% à gasolina - saiu de um patamar de R$ 1,24 no início de janeiro para R$ 2,70 no fim de abril – uma alta de 120%.
Esse aumento acabou levando a uma elevação de R$ 0,30 a R$ 0,40 no preço final da gasolina, que saltou de R$ 2,60 para R$ 2,91 entre janeiro e a última semana.
“A equação é simples e não há mistério: a safra foi curta, os preços aumentaram porque os estoques eram pequenos e o consumidor pagou mais caro em proporção ao aumento nas usinas”.
Como o etanol anidro é 25% da composição da gasolina e se ele aumentou R$ 1,46 desde o início do ano, um quarto desse valor poderia aparecer no preço da gasolina, o que dá R$ 0,36. Pela pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP), entre o início do ano e a semana passada o aumento médio da gasolina nas bombas foi de R$ 0,31. “O que está dentro da expectativa”, disse Vaz.
Para o Sindicom, é importante ressaltar o fato de que, apesar da entressafra, em nenhum momento chegou a haver risco de desabastecimento e os estoques, que chegaram a levar os postos a operar no limite, já estão normalizados.
“Houve alguns atrasos pontuais no atendimento aos postos, mas o importante é que nenhum consumidor teve problema para abastecer seu carro, seja com álcool ou com gasolina - mesmo com o feriadão prolongado da Semana Santa.
O Sindicom representa, em nível nacional, as principais companhias distribuidoras de combustíveis e lubrificantes do país, entre elas a Petrobras Distribuidora e a Shell – totalizando mais de 80% do volume de distribuição do setor. O mercado envolve a distribuição de 77,4 bilhões de litros de combustíveis e um faturamento anual de mais de R$ 150 bilhões.
Fonte: Agência Brasil.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Brasil deve ter novo recorde e colher quase 160 mi de toneladas de grãos.
A ampliação das áreas plantadas com algodão, feijão, soja e arroz, aliada a condições climáticas favoráveis, deve fazer com que o país colha 159,5 milhões de toneladas na safra 2010/2011. O oitavo levantamento desta safra de grãos, divulgado nesta terça-feira (10) pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), aponta para um novo recorde.
Isso significa que o recorde obtido na safra passada, de 149,2 milhões de toneladas, deve ser superado em 6,9%, ou 10,3 milhões de toneladas neste ano.
A área plantada com grãos foi ampliada nesta safra em 3,9%, ou 1,84 milhão de hectares (ha), abrangendo 49,3 milhões de ha. O destaque foi o algodão, que teve sua área aumentada em 65% (550,5 mil ha) em relação ao ciclo passado (835,7 mil ha). Por isso, a estimativa é uma colheita de 2 milhões de toneladas de pluma, um incremento de 843,7 mil toneladas.
O feijão apresentou aumento de área de 5%, alcançando 3,8 milhões de hectares, e deve ter uma produção de 3,8 milhões de toneladas, 14,3% a mais do que na safra passada. A soja cresceu 2,9% em área, com 24,1 milhões de hectares plantados e sua produção aumentou 7,2%, subindo para 73,6 milhões de toneladas, com sua colheita praticamente finalizada.
Com aumento de área de 3,7%, passando para 2,88 milhões de hectares, a produção de arroz deve crescer, segundo a Conab, 19,2%, chegando a 13,9 milhões de toneladas, 2,2 milhões de toneladas a mais do que na safra anterior.
A pesquisa foi feita entre 25 e 28 de abril por técnicos da Conab que consultaram representantes de cooperativas e sindicatos rurais, de órgãos públicos e privados nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, além de parte da Região Norte.
Fonte: R7.
Isso significa que o recorde obtido na safra passada, de 149,2 milhões de toneladas, deve ser superado em 6,9%, ou 10,3 milhões de toneladas neste ano.
A área plantada com grãos foi ampliada nesta safra em 3,9%, ou 1,84 milhão de hectares (ha), abrangendo 49,3 milhões de ha. O destaque foi o algodão, que teve sua área aumentada em 65% (550,5 mil ha) em relação ao ciclo passado (835,7 mil ha). Por isso, a estimativa é uma colheita de 2 milhões de toneladas de pluma, um incremento de 843,7 mil toneladas.
O feijão apresentou aumento de área de 5%, alcançando 3,8 milhões de hectares, e deve ter uma produção de 3,8 milhões de toneladas, 14,3% a mais do que na safra passada. A soja cresceu 2,9% em área, com 24,1 milhões de hectares plantados e sua produção aumentou 7,2%, subindo para 73,6 milhões de toneladas, com sua colheita praticamente finalizada.
Com aumento de área de 3,7%, passando para 2,88 milhões de hectares, a produção de arroz deve crescer, segundo a Conab, 19,2%, chegando a 13,9 milhões de toneladas, 2,2 milhões de toneladas a mais do que na safra anterior.
A pesquisa foi feita entre 25 e 28 de abril por técnicos da Conab que consultaram representantes de cooperativas e sindicatos rurais, de órgãos públicos e privados nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, além de parte da Região Norte.
Fonte: R7.
terça-feira, 1 de março de 2011
Receita libera programa do IR para download.
A Receita Federal liberou o programa para declaração do Imposto de Renda 2011 (ano-base 2010). O prazo para entrega sem multa é até 29 de abril e não haverá prorrogação.
» CLIQUE AQUI
Para fazer o download dos programas para a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2011
Para ter acesso aos demais conteúdos da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2011
Este ano, serão aceitas apenas declarações entregues pela internet ou por disquete ou pen-drive - que devem ser depositados nas agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Os formulários de papel foram extintos. A Receita estima que neste biênio (2010/2011) sejam entregues 24 milhões de declarações.
Quem quiser fazer a declaração pela internet terá que fazer download, além do programa gerador da declaração, o Receitanet, do arquivo responsável pela transmissão do documento para a Receita. Após baixar os dois arquivos, o contribuinte poderá enviar a documento preenchido para a Receita Federal.
QUEM PRECISA DECLARAR - É obrigado a declarar quem recebeu durante o ano de 2010 rendimentos brutos tributáveis superiores a R$ 22.487,25 ou rendimentos não-tributáveis acima de R$ 40 mil, entre outros requisitos.
INSTABILIDADE - Como o site da Receita está apresentando instabilidades, o portal UOL está disponibilizando o download do programa em sua página.
Fonte: JC Online.
» CLIQUE AQUI
Para fazer o download dos programas para a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2011
Para ter acesso aos demais conteúdos da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2011
Este ano, serão aceitas apenas declarações entregues pela internet ou por disquete ou pen-drive - que devem ser depositados nas agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Os formulários de papel foram extintos. A Receita estima que neste biênio (2010/2011) sejam entregues 24 milhões de declarações.
Quem quiser fazer a declaração pela internet terá que fazer download, além do programa gerador da declaração, o Receitanet, do arquivo responsável pela transmissão do documento para a Receita. Após baixar os dois arquivos, o contribuinte poderá enviar a documento preenchido para a Receita Federal.
QUEM PRECISA DECLARAR - É obrigado a declarar quem recebeu durante o ano de 2010 rendimentos brutos tributáveis superiores a R$ 22.487,25 ou rendimentos não-tributáveis acima de R$ 40 mil, entre outros requisitos.
INSTABILIDADE - Como o site da Receita está apresentando instabilidades, o portal UOL está disponibilizando o download do programa em sua página.
Fonte: JC Online.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Sancionado projeto de lei que reajusta salário mínimo para R$ 545.
O projeto de lei que reajusta o salário mínimo para R$ 545 foi sancionado nesta sexta-feira (25) pela presidenta da República, Dilma Rousseff, segundo informações da Secretaria de Imprensa do Palácio do Planalto.
O projeto, que também trata da política de valorização do salário mínimo até 2015, foi sancionado sem veto pela presidenta. A lei será publicada na próxima segunda-feira (28) no Diário Oficial da União. O reajuste do mínimo entra em vigor na terça-feira, dia 1º de março.
O projeto, que também trata da política de valorização do salário mínimo até 2015, foi sancionado sem veto pela presidenta. A lei será publicada na próxima segunda-feira (28) no Diário Oficial da União. O reajuste do mínimo entra em vigor na terça-feira, dia 1º de março.
Fonte: Agência Estado
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Taxa de desemprego sobe para 13,5% em janeiro no Recife.
A taxa de desemprego subiu para 10,4% em janeiro nas sete maiores regiões metropolitanas do país. O índice foi divulgado nesta quarta-feira (23) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e é 0,03 ponto percentual maior do que registrado em dezembro do ano passado (10,1%).
A Pesquisa de Emprego e Desemprego do Dieese é feita mensalmente na regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e no Distrito Federal. Segundo o estudo, em janeiro, foram eliminados 165 mil postos de trabalho nesses locais. Mais 108 mil pessoas deixaram a População Economicamente Ativa (PEA). Isso resultou em um aumento de 57 mil pessoas no número de desempregados.
A taxa de desemprego aumentou em Recife (de 12,8% para 13,5%), Belo Horizonte (de 7,1% para 7,7%) e São Paulo (de 10,1% para 10,5%). Porém, manteve-se praticamente estável em Fortaleza (de 8,3% para 8,5%), Porto Alegre (de 7,2% para 7,3%) e Salvador (de 13,8% para 13,6%). No Distrito Federal, ela caiu ligeiramente (de 12,9% para 12,6%).
Já entre os setores, o nível de ocupação caiu nos serviços (1,1%), na indústria (1%), na construção civil (2,1%) e no agregado de outros setores (1,2%). Só o comércio registrou aumento do nível de ocupação, com crescimento de 1,1% e 35 mil postos gerados.
Na comparação entre janeiro deste ano e janeiro do ano passado, porém, a taxa de desemprego caiu 2 pontos percentuais. Baixou de 12,4% no início de 2010 para os 10,4% em janeiro de 2011. Destaque para Porto Alegre, que reduziu seu desemprego de 9,7% para 7,3%.
Já o número de trabalhadores ocupados subiu 3,6%. Foram mais de 680 mil vagas de trabalho geradas em todos os setores da economia, nas sete regiões metropolitanas pesquisadas.
A Pesquisa de Emprego e Desemprego do Dieese é feita mensalmente na regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e no Distrito Federal. Segundo o estudo, em janeiro, foram eliminados 165 mil postos de trabalho nesses locais. Mais 108 mil pessoas deixaram a População Economicamente Ativa (PEA). Isso resultou em um aumento de 57 mil pessoas no número de desempregados.
A taxa de desemprego aumentou em Recife (de 12,8% para 13,5%), Belo Horizonte (de 7,1% para 7,7%) e São Paulo (de 10,1% para 10,5%). Porém, manteve-se praticamente estável em Fortaleza (de 8,3% para 8,5%), Porto Alegre (de 7,2% para 7,3%) e Salvador (de 13,8% para 13,6%). No Distrito Federal, ela caiu ligeiramente (de 12,9% para 12,6%).
Já entre os setores, o nível de ocupação caiu nos serviços (1,1%), na indústria (1%), na construção civil (2,1%) e no agregado de outros setores (1,2%). Só o comércio registrou aumento do nível de ocupação, com crescimento de 1,1% e 35 mil postos gerados.
Na comparação entre janeiro deste ano e janeiro do ano passado, porém, a taxa de desemprego caiu 2 pontos percentuais. Baixou de 12,4% no início de 2010 para os 10,4% em janeiro de 2011. Destaque para Porto Alegre, que reduziu seu desemprego de 9,7% para 7,3%.
Já o número de trabalhadores ocupados subiu 3,6%. Foram mais de 680 mil vagas de trabalho geradas em todos os setores da economia, nas sete regiões metropolitanas pesquisadas.
Fonte: Agência Brasil
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Lucro do Itaú Unibanco cresce 32,3% em 2010.
O Itaú Unibanco anunciou nesta terça-feira (22) um lucro líquido de R$ 13,3 bilhões em 2010, o que indica uma alta de 32,3% na comparação com o ano anterior. Já o lucro líquido recorrente do banco foi de R$ 13 bilhões, o que representa um aumento de 24,1%.
O banco encerrou o ano passado com ativos totais de R$ 755,1 bilhões, uma expansão de 24,1% em 12 meses. O patrimônio líquido atingiu R$ 60,9 bilhões, um valor 20,1% maior que o registrado em 2009.
A carteira de crédito total do Itaú Unibanco fechou 2010 com R$ 335,5 bilhões, uma elevação de 20,5% ante os R$ 278,4 bilhões do fim do ano anterior. Já a rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio terminou o ano de 2010 em 24,1%, ante 21,4% no fim de 2009.
O banco encerrou o ano passado com ativos totais de R$ 755,1 bilhões, uma expansão de 24,1% em 12 meses. O patrimônio líquido atingiu R$ 60,9 bilhões, um valor 20,1% maior que o registrado em 2009.
A carteira de crédito total do Itaú Unibanco fechou 2010 com R$ 335,5 bilhões, uma elevação de 20,5% ante os R$ 278,4 bilhões do fim do ano anterior. Já a rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio terminou o ano de 2010 em 24,1%, ante 21,4% no fim de 2009.
Fonte: Agência Estado
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Ministro do Planejamento descarta possibilidade de mínimo chegar a R$ 580.
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, descartou nesta terça-feira (23) a possibilidade de o salário mínimo para o próximo ano chegar a R$ 580. Segundo ele, qualquer discussão sobre um reajuste além do determinado pela lei é casuísta.
“Queremos manter o critério da lei, que está em vigor desde 2006. Por esse critério, o novo salário mínimo é, arredondando, de R$ 540”, afirmou Bernardo após reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo o ministro do Planejamento, nenhum valor para o mínimo foi decidido.
Na avaliação de Bernardo, qualquer mudança nas regras de reajuste tem de ser discutida, mas o problema é que nenhuma proposta chegou a ser apresentada. “Qualquer mudança de critério precisa ser discutida, mas ninguém propõe nada. A discussão fica casuísta quando se pede apenas um reajuste extra”, acrescentou.
Pelas regras em vigor desde 2006, o salário mínimo é reajustado com base na variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores e a inflação do ano anterior. Como o PIB não cresceu em 2009, o mínimo para o próximo ano incorporaria apenas a reposição da inflação. Em 2012, no entanto, o salário teria de subir, além da inflação, 7,5% para compensar o crescimento previsto para este ano.
Além de discutirem o salário mínimo, Mantega e Bernardo conversaram sobre a correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física para o próximo ano e que será aplicada na declaração de 2012. Paulo Bernardo afirmou ter transmitido ao ministro da Fazenda a reivindicação das centrais sindicais, mas também ressaltou que nenhuma decisão foi tomada.
“Esta foi a nossa primeira conversa sobre o assunto [correção da tabela]. O ministro da Fazenda ficou de olhar essa questão, mas de fato não temos nenhum número”, disse Bernardo.
“Queremos manter o critério da lei, que está em vigor desde 2006. Por esse critério, o novo salário mínimo é, arredondando, de R$ 540”, afirmou Bernardo após reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo o ministro do Planejamento, nenhum valor para o mínimo foi decidido.
Na avaliação de Bernardo, qualquer mudança nas regras de reajuste tem de ser discutida, mas o problema é que nenhuma proposta chegou a ser apresentada. “Qualquer mudança de critério precisa ser discutida, mas ninguém propõe nada. A discussão fica casuísta quando se pede apenas um reajuste extra”, acrescentou.
Pelas regras em vigor desde 2006, o salário mínimo é reajustado com base na variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores e a inflação do ano anterior. Como o PIB não cresceu em 2009, o mínimo para o próximo ano incorporaria apenas a reposição da inflação. Em 2012, no entanto, o salário teria de subir, além da inflação, 7,5% para compensar o crescimento previsto para este ano.
Além de discutirem o salário mínimo, Mantega e Bernardo conversaram sobre a correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física para o próximo ano e que será aplicada na declaração de 2012. Paulo Bernardo afirmou ter transmitido ao ministro da Fazenda a reivindicação das centrais sindicais, mas também ressaltou que nenhuma decisão foi tomada.
“Esta foi a nossa primeira conversa sobre o assunto [correção da tabela]. O ministro da Fazenda ficou de olhar essa questão, mas de fato não temos nenhum número”, disse Bernardo.
Fonte: Agência Brasil
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
BC agiu no tempo certo no caso do Banco PanAmericano, afirma Meirelles.
O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, afirmou hoje (11) que a instituição agiu a tempo e a hora no caso do Banco PanAmericano. “O Banco Central detectou o problema no tempo adequado”, disse após breve encontro com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
O PanAmericano recebeu aporte de R$ 2,5 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para restabelecer o pleno equilíbrio patrimonial. Meirelles destacou que a solução foi dada pelo Grupo Silvio Santos, com aporte de recursos do FGC, uma entidade privada, “sem um centavo de dinheiro público”. Assim, avaliou Meirelles, foram preservados os depositantes do banco e a Caixa Econômica Federal, que detém parte do PanAmericano.
No ano passado, a Caixa pagou R$ 739,2 milhões para adquirir parte do banco, pertencente ao Grupo Silvio Santos. A instituição estatal, por meio da Caixa Participações S.A. (Caixapar), adquiriu 35,54% do capital total do PanAmericano.
Meirelles disse que o BC cumpriu os prazos legais para que fosse apresentada solução para o rombo. Ele afirmou ainda que a visita a Sarney foi um “dever protocolar”.
Após o encontro com o presidente do Senado, Meirelles participa agora de reunião de comissões na Câmara dos Deputados. Na pauta, a avaliação do cumprimento dos objetivos e metas das políticas monetária, creditícia e cambial. O objetivo é discutir o impacto das ações adotadas nas três áreas entre julho de 2009 e junho deste ano. As medidas tomadas pelo governo para evitar a valorização excessiva do real em relação ao dólar devem ser o principal tema dos debates.
O PanAmericano recebeu aporte de R$ 2,5 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para restabelecer o pleno equilíbrio patrimonial. Meirelles destacou que a solução foi dada pelo Grupo Silvio Santos, com aporte de recursos do FGC, uma entidade privada, “sem um centavo de dinheiro público”. Assim, avaliou Meirelles, foram preservados os depositantes do banco e a Caixa Econômica Federal, que detém parte do PanAmericano.
No ano passado, a Caixa pagou R$ 739,2 milhões para adquirir parte do banco, pertencente ao Grupo Silvio Santos. A instituição estatal, por meio da Caixa Participações S.A. (Caixapar), adquiriu 35,54% do capital total do PanAmericano.
Meirelles disse que o BC cumpriu os prazos legais para que fosse apresentada solução para o rombo. Ele afirmou ainda que a visita a Sarney foi um “dever protocolar”.
Após o encontro com o presidente do Senado, Meirelles participa agora de reunião de comissões na Câmara dos Deputados. Na pauta, a avaliação do cumprimento dos objetivos e metas das políticas monetária, creditícia e cambial. O objetivo é discutir o impacto das ações adotadas nas três áreas entre julho de 2009 e junho deste ano. As medidas tomadas pelo governo para evitar a valorização excessiva do real em relação ao dólar devem ser o principal tema dos debates.
Fonte: Agência Brasil
domingo, 26 de setembro de 2010
Apenas 7% guardam dinheiro para velhice.
As aplicações financeiras em poupança podem estar em ascensão no País, entretanto, parcela ínfima dos brasileiros, 7%, tem o hábito de reservar parte do dinheiro pensando na velhice. A constatação é da empresa de seguro-saúde Bupa International, realizada em 12 países.
Por aqui, 1.005 pessoas foram ouvidas entre os meses de junho e junho pelo instituto de pesquisa Ipsos Mori. Delas, 64% não se preparam para quando ficarem idosas, seja guardando alguma quantia por mês, fazendo plano de assistência médica ou previdência privada. Ou seja, muitos não pensam em como ser assistido no caso de não poder cuidar de si próprio.
Fatia de 76% dos entrevistados acredita que a família estará presente para dividir o ônus de cuidar deles. Outros dados são que mais da metade dos brasileiros (53%) nem sequer começou a pensar na velhice, sendo que 46% da população não se preocupam em envelhecer.
"Os brasileiros não se sentem velhos e acolhem bem a chegada da idade, mas as pessoas não podem ficar despreocupadas com o envelhecimento. O Brasil, assim como muitos países, vem enfrentando uma crise na assistência médica e social", diz o diretor-médico da Bupa International, Sneh Khmka. No mundo, foram ouvidas 12.262 pessoas em países como Austrália, China, Grã-Bretanha, Itália, México e Rússia.
O aposentado Gustavo Persico de Toledo Campos, 59 anos, lembra que na época em que trabalhava no Polo Petroquímico de Capuava a empresa passou a oferecer o benefício de previdência privada. "Isso me estimulou, a fazer um plano para complementar a renda e viver tranquilamente com minha esposa."
Campos, que mora em Ribeirão Pires, salienta que agora desfruta da vida, até porque as filhas estão formadas e casadas. E o casal está independente financeiramente.
Ainda sobre o levantamento da Bupa, 3% dos pesquisados crêem que o governo cuidará deles na idade avançada. Dados do Ministério da Saúde sobre a velhice no Brasil mostram que o sistema de Saúde pública é utilizado por dois terços dos idosos. Parcela de 24% têm plano de saúde privado, enquanto 11% pagam do próprio bolso quando precisam de atendimento médico. Outros 5% são assistidos por agentes do programa Saúde da Família.
Cenário - Mesmo com esse percentual alto de brasileiros que não se preocupam com o futuro, o setor de previdência privada no País superou a marca de R$ 200 bilhões em ativos, alimentados por 11,5 milhões de investidores. De acordo com a Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), a perspectiva é que nos próximos cinco anos, a venda de planos de previdência privada ande a passos largos, principalmente com a adesão das camadas de menor renda, especialmente a classe C.
Fonte: Diário do Grande ABC
Por aqui, 1.005 pessoas foram ouvidas entre os meses de junho e junho pelo instituto de pesquisa Ipsos Mori. Delas, 64% não se preparam para quando ficarem idosas, seja guardando alguma quantia por mês, fazendo plano de assistência médica ou previdência privada. Ou seja, muitos não pensam em como ser assistido no caso de não poder cuidar de si próprio.
Fatia de 76% dos entrevistados acredita que a família estará presente para dividir o ônus de cuidar deles. Outros dados são que mais da metade dos brasileiros (53%) nem sequer começou a pensar na velhice, sendo que 46% da população não se preocupam em envelhecer.
"Os brasileiros não se sentem velhos e acolhem bem a chegada da idade, mas as pessoas não podem ficar despreocupadas com o envelhecimento. O Brasil, assim como muitos países, vem enfrentando uma crise na assistência médica e social", diz o diretor-médico da Bupa International, Sneh Khmka. No mundo, foram ouvidas 12.262 pessoas em países como Austrália, China, Grã-Bretanha, Itália, México e Rússia.
O aposentado Gustavo Persico de Toledo Campos, 59 anos, lembra que na época em que trabalhava no Polo Petroquímico de Capuava a empresa passou a oferecer o benefício de previdência privada. "Isso me estimulou, a fazer um plano para complementar a renda e viver tranquilamente com minha esposa."
Campos, que mora em Ribeirão Pires, salienta que agora desfruta da vida, até porque as filhas estão formadas e casadas. E o casal está independente financeiramente.
Ainda sobre o levantamento da Bupa, 3% dos pesquisados crêem que o governo cuidará deles na idade avançada. Dados do Ministério da Saúde sobre a velhice no Brasil mostram que o sistema de Saúde pública é utilizado por dois terços dos idosos. Parcela de 24% têm plano de saúde privado, enquanto 11% pagam do próprio bolso quando precisam de atendimento médico. Outros 5% são assistidos por agentes do programa Saúde da Família.
Cenário - Mesmo com esse percentual alto de brasileiros que não se preocupam com o futuro, o setor de previdência privada no País superou a marca de R$ 200 bilhões em ativos, alimentados por 11,5 milhões de investidores. De acordo com a Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), a perspectiva é que nos próximos cinco anos, a venda de planos de previdência privada ande a passos largos, principalmente com a adesão das camadas de menor renda, especialmente a classe C.
Fonte: Diário do Grande ABC
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Crise econômica fechou 7,8 milhões de postos de trabalho entre jovens, diz OIT.
A crise econômica que atingiu o mundo nos últimos três anos foi ainda mais grave para os jovens. De acordo com um relatório da OIT (Organização Internacional do Trabalho) divulgado nesta quarta-feira (11), a taxa de desemprego na população entre 15 e 24 anos aumentou de 11,9%, em 2007, para 13% no ano passado. Isso significa que 7,8 milhões de jovens não conseguiram – ou perderam – uma ocupação na economia.
O relatório da OIT não detalha números por países, apenas por regiões. Na América Latina, o número de jovens desempregados saltou, entre 2007 e 2009, de 8,4 milhões para 8,8 milhões. Já a parcela da população entre 15 e 24 anos que possui uma ocupação aumentou de 45,7 milhões para 46,1 milhões no mesmo período.
É um quadro bem diferente do registrado nas economias desenvolvidas, como os Estados Unidos e a União Europeia, principais afetados pela crise econômica. Nessas regiões, o desemprego pulou de 9,6 milhões para 11,4 milhões. Praticamente na mesma proporção, o número de jovens empregados caiu de 59,1 milhões para 53,1 milhões.
A OIT afirma que, nas economias em desenvolvimento, a crise aumentou as fileiras de emprego vulnerável e no setor informal. No entanto, não há evidencias do mesmo processo na América Latina, onde o número de trabalhadores por conta própria aumentou 1,7% e número de trabalhadores familiares, 3,8%. Isso significa que, mesmo com as portas de empresas se fechando para novas contratações, os jovens latino-americanos conseguiram driblar a crise e, na maioria das vezes, deram um jeito de manter suas rendas.
No resto do mundo, contudo, a percepção é um pouco mais negativa. Para o diretor-geral da OIT, Juan Somavia, o desemprego, o subemprego e o desânimo podem ter um impacto negativo a longo prazo sobre os jovens, comprometendo as suas perspectivas futuras de emprego.
- As consequências da crise econômica e financeira ameaçam agravar os pré-existentes déficits de trabalho decente entre os jovens. O resultado é que o número de jovens em trabalhos precários cresce e este ciclo pode persistir por pelo menos mais uma geração.
Somavia acredita que a crise pode ser o momento ideal para modificar conceitos que se mostram ultrapassados, como a falta de investimentos no ensino técnico e a desconfiança no mercado de trabalho em relação à população mais jovem.
- A crise é uma oportunidade para reavaliar as estratégias para enfrentar os graves inconvenientes que os jovens enfrentam quando entram no mercado de trabalho. É importante se concentrar em estratégias globais e integradas que combinem educação e formação, com políticas de emprego orientadas para a juventude.
Nesse sentido, o relatório da OIT faz duas menções ao Brasil. Na primeira delas, elogia o Plano Nacional de Educação, em especial o Proeja (Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos). De acordo com a OIT, programas como esse focam as necessidades do setor produtivo e, em retorno, produzem mão de obra qualificada – principal reivindicação do empresariado.
A segunda menção ao Brasil é em relação ao Bolsa Família. Segundo a OIT, o programa do governo federal é um exemplo de intervenção governamental em épocas de crise. Especificamente em relação ao Bolsa Família, a OIT elogiou o aumento de recursos destinados 12,4 milhões de famílias atendidas. Em 2010, o orçamento do programa teve um reajuste de 307% em relação ao aplicado inicialmente em 2003.
Fonte: R7.
O relatório da OIT não detalha números por países, apenas por regiões. Na América Latina, o número de jovens desempregados saltou, entre 2007 e 2009, de 8,4 milhões para 8,8 milhões. Já a parcela da população entre 15 e 24 anos que possui uma ocupação aumentou de 45,7 milhões para 46,1 milhões no mesmo período.
É um quadro bem diferente do registrado nas economias desenvolvidas, como os Estados Unidos e a União Europeia, principais afetados pela crise econômica. Nessas regiões, o desemprego pulou de 9,6 milhões para 11,4 milhões. Praticamente na mesma proporção, o número de jovens empregados caiu de 59,1 milhões para 53,1 milhões.
A OIT afirma que, nas economias em desenvolvimento, a crise aumentou as fileiras de emprego vulnerável e no setor informal. No entanto, não há evidencias do mesmo processo na América Latina, onde o número de trabalhadores por conta própria aumentou 1,7% e número de trabalhadores familiares, 3,8%. Isso significa que, mesmo com as portas de empresas se fechando para novas contratações, os jovens latino-americanos conseguiram driblar a crise e, na maioria das vezes, deram um jeito de manter suas rendas.
No resto do mundo, contudo, a percepção é um pouco mais negativa. Para o diretor-geral da OIT, Juan Somavia, o desemprego, o subemprego e o desânimo podem ter um impacto negativo a longo prazo sobre os jovens, comprometendo as suas perspectivas futuras de emprego.
- As consequências da crise econômica e financeira ameaçam agravar os pré-existentes déficits de trabalho decente entre os jovens. O resultado é que o número de jovens em trabalhos precários cresce e este ciclo pode persistir por pelo menos mais uma geração.
Somavia acredita que a crise pode ser o momento ideal para modificar conceitos que se mostram ultrapassados, como a falta de investimentos no ensino técnico e a desconfiança no mercado de trabalho em relação à população mais jovem.
- A crise é uma oportunidade para reavaliar as estratégias para enfrentar os graves inconvenientes que os jovens enfrentam quando entram no mercado de trabalho. É importante se concentrar em estratégias globais e integradas que combinem educação e formação, com políticas de emprego orientadas para a juventude.
Nesse sentido, o relatório da OIT faz duas menções ao Brasil. Na primeira delas, elogia o Plano Nacional de Educação, em especial o Proeja (Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos). De acordo com a OIT, programas como esse focam as necessidades do setor produtivo e, em retorno, produzem mão de obra qualificada – principal reivindicação do empresariado.
A segunda menção ao Brasil é em relação ao Bolsa Família. Segundo a OIT, o programa do governo federal é um exemplo de intervenção governamental em épocas de crise. Especificamente em relação ao Bolsa Família, a OIT elogiou o aumento de recursos destinados 12,4 milhões de famílias atendidas. Em 2010, o orçamento do programa teve um reajuste de 307% em relação ao aplicado inicialmente em 2003.
Fonte: R7.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Taxa de desemprego fica menor em março, segundo o IBGE.
O desemprego caiu no mês de março, em comparação com mesmo período do ano passado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa recuou e ficou em 7,6%, mais de um ponot percentual abaixo da taxa de março de 2009. Na comparação com fevereiro, quando houve alta de 7,4%, o desemprego ficou praticamente estável.
Fonte: Folha de Pernambuco.
De acordo com o IBGE, a taxa apresentada foi a menor do mês de março desde que a pesquisa mensal do emprego começou a ser realizada, no ano de 2002. Consequentemente, a taxa de desocupação também foi menor. No Brasil, a população ocupada ficou em 21,7 milhões, mesmo patamar de fevereiro e 3,8% maior que em março de 2009, equivalente a 796 mil postos de trabalho.
A pesquisa ainda aponta que o número de trabalhadore scom carteiras assinadas chegou a 10 milhões do mês, o que indica estabilidade nesse ponto. Segundo o IBGE, foram criados no mês 668 mil empregos com carteira assinada em um ano.
Fonte: Folha de Pernambuco.
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